Moradores de Florianópolis filmaram, na quarta-feira (28 de outubro), um avião militar lançando sinalizadores sobre os morros do Sul da Ilha. As imagens, com rastros de fumaça branca caindo sobre a vegetação, correram as redes com a dúvida sobre um teste militar. Era treinamento.
A Força Aérea Brasileira (FAB) realiza até 13 de novembro o Exercício Operacional Carranca 2026, com sede na Base Aérea de Florianópolis. O treinamento de busca e salvamento reúne cerca de 300 militares e oito aeronaves.
Na mesma semana dos sinalizadores, um cargueiro KC-390 Millennium da FAB fez voos baixos sobre cidades do Sul e da Serra catarinense, como Braço do Norte, Grão-Pará, Urubici e São Joaquim. A aeronave foi rastreada por plataformas de monitoramento de voos e chamou a atenção de quem estava em casa e na rua.
As equipes simulam acidentes aéreos e naufrágios, do alerta ao resgate: o planejamento, as varreduras, a localização e a retirada de sobreviventes em terra e no mar. Além do KC-390, voam o SC-105 Amazonas, o P-95BM Bandeirulha e helicópteros H-60L Black Hawk.
Os sinalizadores vistos no Sul da Ilha são artefatos luminosos presos a pequenos paraquedas, que soltam fumaça e clarão. Em operações de busca e salvamento, eles servem para iluminar o terreno e marcar o ponto do resgate.
“Montanhas, mar, vegetação aqui próximo”, resumiu o major Victor Hugo Sfredo Saraiva, chefe da Divisão de Busca e Salvamento, sobre a escolha de Florianópolis. Segundo o diretor do exercício, coronel Davi de Abreu, o treinamento serve para avaliar as capacidades da FAB e achar os pontos que precisam melhorar.
Militares do Exército e da Marinha também participam. Representantes dos Estados Unidos, do Canadá e de países do Caribe e da América do Sul acompanham as atividades como observadores, sem participar das missões.
Na terça-feira (3), um Black Hawk do exercício fez pouso de emergência num gramado em Rio Fortuna, no Sul do estado, depois de uma pane. Havia 10 pessoas a bordo, e ninguém ficou ferido.
Por causa do treinamento, o espaço aéreo de Santa Catarina tem restrições temporárias até 14 de novembro. Até lá, a “guerra” no céu da Ilha continua.
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