O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) investiga uma possível fraude para ocultar um mandado de prisão do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). Na manhã desta terça-feira (3), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Joinville e Penha, durante a Operação Crackers.
As ordens foram expedidas pela Vara Regional de Garantias de Joinville. Em Penha, também foi cumprido um mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal de Blumenau contra uma pessoa condenada por estupro de vulnerável.
A investigação é um desdobramento da Operação Cavalo de Tróia, que apurava a entrada de relógios inteligentes, conhecidos como smartwatches, em uma unidade prisional. Durante as diligências, surgiram indícios de que um dos investigados teria intermediado uma negociação para alterar registros no BNMP e ocultar um mandado de prisão pendente.
Segundo o MPSC, a negociação teria envolvido a pessoa condenada e outra que seria responsável por alterar os dados. A intenção seria impedir que consultas ao sistema pelo nome do foragido mostrassem a ordem de prisão. A investigação é conduzida pela 13ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville.
A operação teve apoio do 8º Batalhão de Polícia Militar e do 1º Batalhão de Pronta Resposta da PM. O Sistema Estadual de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB/SC) acompanhou a ação.
Os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para perícia. O GAECO vai analisar os elementos para esclarecer como os fatos ocorreram, individualizar as condutas e identificar possíveis envolvidos. O processo tramita sob sigilo, e novas informações poderão ser divulgadas após o levantamento dessa restrição.
O nome Crackers faz referência a pessoas que usam conhecimentos tecnológicos para invadir ou manipular sistemas, obter dados indevidamente ou praticar outras atividades ilícitas, inclusive mediante pagamento.
O GAECO é uma força-tarefa conduzida pelo MPSC e composta pelas polícias Civil, Militar e Penal, pelo Corpo de Bombeiros Militar e pela Receita Estadual. O grupo atua na identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.
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