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“Nada desse mundo”: boneco de ET e mala atribuída ao major do caso Roswell viram atração em Joinville

Acervo com mais de 50 peças tem abertura ao público prevista para 12 de novembro; em 2022, curador disse que ainda faltava levar o material a laboratórios

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Boneco exposto no ônibus-museu (Foto: Museu da Guerra do Brasil/Divulgação): “Nada desse mundo”: boneco de ET e mala atribuída ao major do caso Roswell viram atração em Joinville
Boneco exposto no ônibus-museu — Foto: Museu da Guerra do Brasil/Divulgação
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Um ônibus-museu estacionado em Joinville vai expor um boneco de ET, pastas marcadas como ultrassecretas e mais de 50 peças atribuídas ao major Jesse Marcel, o militar que recolheu os destroços do caso Roswell, em 1947. A previsão é abrir ao público a partir de 12 de novembro. O ônibus também deve passar por escolas e shoppings de Santa Catarina.

Ônibus-museu com o acervo do caso Roswell (Foto: Museu da Guerra do Brasil/Divulgação)

Segundo o Museu da Guerra do Brasil, o acervo vem da mala de viagem do major e foi cedido em caráter temporário pelo Museu Maçônico. Entre as peças estão duas agendas com diários e relatórios de campo, uma régua com símbolos, jornais de 1947, fotos, documentos militares e fragmentos apresentados como destroços da nave. Desde 2022, a coleção circulou por lojas maçônicas do Paraná, sem acesso aberto ao público.

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Mala atribuída ao major Jesse Marcel, exposta no ônibus (Foto: Museu da Guerra do Brasil/Divulgação)

O caso começou em julho de 1947, no Novo México, nos Estados Unidos. O fazendeiro Mac Brazel encontrou destroços no rancho e avisou o xerife George Wilcox. O major Marcel, oficial de inteligência da base de Roswell, foi enviado ao local e recolheu o material.

No dia 8 de julho, o jornal Roswell Daily Record publicou que os militares tinham capturado um disco voador. No dia seguinte, o general Roger Ramey disse que os destroços eram de um balão meteorológico. Mais de 30 anos depois, Marcel contestou essa versão em entrevistas e afirmou que o material não era deste mundo. Nos anos 90, a Força Aérea dos Estados Unidos ligou os destroços ao Projeto Mogul, um programa secreto de balões para monitorar testes atômicos soviéticos.

Régua com símbolos que integra o acervo (Foto: Museu da Guerra do Brasil/Divulgação)

O museu defende outra tese. Para a instituição, Roswell teria sido uma farsa armada por Stalin, com um disco experimental controlado à distância e manequins de teste. A inspiração, ainda segundo o museu, teria sido a transmissão de rádio de A Guerra dos Mundos, de Orson Welles, em 1938.

Boneco exibido em Paranaguá (PR), em 2022 (Foto: Divulgação)

O Jornal Razão não encontrou laudo público que confirme a origem das peças. Em 2022, ao apresentar o acervo em Paranaguá (PR), o curador Doraci José Vodzynski disse que irmãos maçons dos Estados Unidos e da Alemanha mandaram o material. Segundo ele, a guarda de peças pelo major “não é comprovado até hoje”, embora tenha dito ter “a certeza” de que as peças são aquelas. Ele acrescentou que ainda faltava “abrir as agendas do Major, pegar este material, levar a laboratórios e comprovar 100%”. Sobre o boneco, disse: “não sabemos como foi feito”.

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O curador Doraci José Vodzynski, em 2022 (Foto: Divulgação)

Além do acervo de Roswell, o ônibus reúne peças das duas guerras mundiais, réplicas de máquinas de guerra de Leonardo da Vinci e objetos da Revolução Farroupilha, da Guerra do Contestado e da Revolução de 1932. A divulgação da exposição não traz, até aqui, o endereço da abertura ao público nem o preço da visita.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/entretenimento/roswell-boneco-et-mala-major-onibus-museu-joinville

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