Além de Santa Catarina, outro estado brasileiro sentiu os efeitos do terremoto de alta magnitude registrado no Chile na noite de quinta-feira (18).
Moradores de diversas cidades em São Paulo, como Americana, Campinas, Valinhos, Itatiba, Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, relataram tremores após o abalo sísmico de magnitude 7,4 com epicentro na região de Antofagasta, no norte do Chile, próximo à fronteira com a Argentina.
O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) compilou os relatos, que começaram a ser registrados por volta das 22h30.
A Defesa Civil informou que os tremores não tiveram potencial para causar danos significativos, apesar de a cidade estar em uma bacia sedimentar que amplifica ondas sísmicas. O porta-voz da Defesa Civil, capitão Farina, explicou que a configuração específica do terremoto possibilitou a sensação de abalo sísmico.
O especialista orientou que, em casos de tremores, é importante afastar-se de janelas e objetos que possam cair, além de abaixar-se próximo de uma parede enquanto o tremor passa. Após o tremor, deve-se buscar um local aberto e seguro.
Já em Chapecó, Santa Catarina, moradores acionaram o Corpo de Bombeiros após sentirem tremores por volta das 22h50. Relatos indicaram que um prédio “tremeu”.
Os bombeiros realizaram reconhecimento de área nos bairros Jardim Itália e Passo dos Fortes, mas não houve registro de feridos ou danos.
Relatos semelhantes vieram de Palhoça, na Grande Florianópolis, onde moradores descreveram a sensação de tremor enquanto estavam em casa.
O epicentro do terremoto no Chile foi na região de Antofagasta, próximo ao deserto do Atacama. O presidente chileno, Gabriel Boric, comunicou que não há informações sobre danos ou feridos.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor ocorreu a uma profundidade de 126 km, a 20 km ao sul da cidade de San Pedro de Atacama.



























