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Policial militar para pra socorrer motociclista acidentado e acaba sendo atropelado em Florianópolis

Policial do 7º Batalhão parou na BR-282 para socorrer um motociclista caído na pista, foi atingido por outro veículo e teve o próprio carro levado. O automóvel foi encontrado horas depois, sem um carregador com 16 munições.

Frames de camera veicular mostram o momento do atropelamento na Via Expressa, em Florianopolis, com foto do policial militar em destaque
Foto: Reprodução
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Um motociclista estava caído na pista da BR-282, a Via Expressa, por volta das 5h30 de domingo (30), quando o cabo Elmo, do 7º Batalhão da Polícia Militar de São José, parou o carro e desceu para socorrer. Minutos depois, era ele que estava ferido no asfalto, atingido por outro veículo. E, quando conseguiu entender o que acontecia ao redor, o automóvel em que tinha chegado já não estava mais lá.

A ocorrência começou no km 4 da rodovia, no sentido Continente, em Florianópolis. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a primeira colisão envolveu uma motocicleta Honda XRE, emplacada em São José, e um automóvel que não chegou a ser identificado. O carro deixou o local sem prestar socorro. O motociclista, de 32 anos, sofreu lesões graves e foi encaminhado ao hospital.

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Foi nesse cenário que o cabo Elmo interrompeu o próprio deslocamento. Capacitado em atendimento pré-hospitalar, ele avaliou a gravidade do quadro e passou a prestar os primeiros socorros enquanto o resgate era acionado. Também orientou outras pessoas que estavam no local a sinalizar a pista, para evitar um segundo acidente em um trecho de tráfego rápido e pouca visibilidade na madrugada.

A sinalização não foi suficiente. Um Mitsubishi Airtrek, de Palhoça, atingiu ao mesmo tempo o motociclista, a motocicleta e o policial. Imagens de uma câmera veicular registraram o momento do atropelamento. O cabo Elmo sofreu lesões graves e precisou ser levado ao hospital.

O motorista do Airtrek, de 42 anos, recusou-se a fazer o teste do bafômetro e acabou multado pela recusa. A infração está prevista no Código de Trânsito Brasileiro e tem as mesmas penalidades administrativas de quem é flagrado dirigindo embriagado: multa, suspensão do direito de dirigir e recolhimento da habilitação.

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O carro levado da pista

Ainda caído e atordoado pelo impacto, o policial foi abordado por um homem que pediu a chave do carro, alegando que o veículo estava atrapalhando o trânsito. Sem condições de avaliar o que estava acontecendo, ele entregou. Quando se deu conta, o automóvel tinha sumido.

O caso foi registrado como furto ainda na manhã de domingo, na própria Via Expressa. O veículo, um Jeep Renegade, foi localizado horas depois em outro ponto da região continental da Capital.

Munições não foram encontradas

Segundo informações da Polícia Militar, a chave do carro foi deixada em cima do teto, o que permitiu abrir o veículo e conferir o que havia dentro. Duas placas balísticas foram encontradas no porta-malas, junto da carteira com os documentos pessoais do policial. Já um carregador com 16 munições de calibre 9 mm, que estava no automóvel antes do furto, não foi localizado.

O material recuperado foi recolhido e levado ao 7º Batalhão. O Jeep foi removido pelo convênio de trânsito e encaminhado à Central de Plantão Policial, onde a ocorrência foi formalizada.

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A câmera de segurança de uma residência próxima ao ponto onde o carro foi abandonado registrou um homem deixando o veículo. As imagens foram anexadas à ocorrência e devem ser usadas na tentativa de identificar quem levou o automóvel.

Policial aguarda cirurgia

O cabo Elmo segue internado. De acordo com o 7º Batalhão da Polícia Militar, ele está se recuperando e aguarda a realização de uma cirurgia. O estado de saúde do motociclista socorrido por ele não foi atualizado pelas autoridades.

A Via Expressa é uma das principais ligações entre a Ilha e o continente e concentra ocorrências frequentes de acidentes e atropelamentos, especialmente na madrugada, quando a visibilidade é menor e a velocidade média é mais alta. Quem para para socorrer uma vítima na rodovia fica exposto ao mesmo risco que tenta reduzir, e a orientação dos órgãos de trânsito é sinalizar o ponto à distância e acionar o socorro antes de se aproximar da pista. O caso segue em apuração.

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