Um esquema brutal de tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual, estupro e registro não autorizado de intimidade foi desarticulado pela Polícia Federal nesta sexta-feira (11). A operação teve como alvo um casal de estrangeiros investigado por cooptar e escravizar uma mulher de nacionalidade filipina na capital catarinense.
A vítima desembarcou no Brasil sob a expectativa de uma oportunidade de trabalho legítima. Ao chegar a Florianópolis, porém, viu o sonho se transformar em pesadelo: foi trancada em um cômodo improvisado de um imóvel alugado por temporada, onde passou a sofrer constantes abusos e violência sexual cometidos pelo casal.
Surpreendidos no cativeiro
Sem dinheiro, sem domínio da língua portuguesa e sem qualquer rede de apoio no país, a mulher dependia integralmente dos suspeitos até para se alimentar. As investigações começaram no último dia 8 de setembro, logo após a vítima encontrar uma brecha na vigilância dos agressores.
- A fuga desesperada: A cidadã filipina conseguiu escapar do imóvel e correu até a Rodoviária de Florianópolis, onde pediu socorro e formalizou a denúncia que deu início às diligências policiais.
- Busca e apreensão: Agentes da PF cumpriram mandados na residência para resgatar pertences da vítima e apreender celulares e equipamentos eletrônicos de interesse da investigação.
- Rede de acolhimento: A vítima foi imediatamente resgatada e encaminhada aos serviços especializados de proteção e atendimento a mulheres em situação de violência.
Pornografia infantil e prisão em flagrante
O avanço da operação revelou detalhes ainda mais graves sobre a conduta dos suspeitos. O homem investigado, natural da Holanda, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e foi conduzido ao sistema prisional.
Já a mulher, de nacionalidade colombiana, acabou presa em flagrante durante a ação policial. Na análise preliminar dos celulares apreendidos com o casal, os peritos da Polícia Federal identificaram arquivos contendo material de abuso e exploração sexual infantojuvenil gravados no aparelho dela.
As investigações prosseguem sob sigilo para esclarecer todos os detalhes dos crimes e identificar se outras mulheres também foram vítimas da dupla















