Um homem ficou preso na serpentina instalada sobre o muro de uma oficina mecânica no bairro Monte Alegre, em Camboriú, depois de invadir o pátio do estabelecimento atrás de ferro velho e ser dominado pelo cão de guarda que toma conta do local à noite.
A invasão aconteceu na madrugada de quinta-feira para sexta-feira, mas só veio a público nesta segunda-feira, quando o proprietário da oficina tomou conhecimento do que tinha acontecido dentro da própria empresa.
Segundo o relato do dono do estabelecimento, o invasor procurava o ferro velho guardado no pátio. Ele pulou o muro e caiu direto na área vigiada pelo Dragon, um american bully de seis anos.
ASSISTA AO VÍDEO
O cachorro alcançou o invasor ainda dentro da oficina. A partir desse momento, o que era furto virou fuga, e a fuga não tinha para onde ir: o único caminho de saída era o mesmo muro por onde ele tinha entrado.
Foi na subida que veio o segundo problema da noite. O muro tem serpentina, a cerca formada por espirais de aço com lâminas afiadas usada por comércios e residências como barreira contra invasões. O homem ficou enroscado na parte de cima, sem conseguir subir nem descer.
Quem tenta atravessar uma serpentina sem equipamento costuma sofrer cortes profundos, principalmente nos braços, nas pernas e no abdômen, porque as lâminas prendem o tecido da roupa e a pele ao mesmo tempo.
Cão de guarda tem pedigree e já está no segundo serviço
O Dragon não é um cachorro qualquer de pátio. De acordo com o proprietário da oficina, o american bully tem pedigree, documento, carteira de vacinação em dia e árvore genealógica registrada.
Também não é a primeira vez que ele trabalha. Ainda segundo o dono, esta é a segunda ocasião em que os cães da oficina dominam um invasor dentro do terreno. Na madrugada de quinta para sexta, o Dragon resolveu sozinho: não havia ninguém no local.
Sem informações sobre o resgate e o estado de saúde
Não há informações sobre como o homem foi retirado da serpentina nem sobre o estado de saúde dele depois de ser tirado da cerca.
Também não há divulgação sobre a identificação do invasor nem sobre registro de ocorrência policial referente ao caso.
Oficinas, depósitos e pátios de ferro velho são alvos frequentes desse tipo de furto no litoral catarinense, e muitos proprietários recorrem a cães de guarda e a cercas com serpentina justamente porque o prejuízo se repete. O dano ao patrimônio, com portões arrombados, telhas quebradas e telas cortadas, costuma pesar mais no bolso do que o valor do material levado.
Entrar em estabelecimento fechado escalando muro para subtrair material configura, em tese, furto qualificado, previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena de dois a oito anos de reclusão.
Até a publicação desta reportagem, não havia informação pública sobre atendimento médico ao homem que ficou preso na cerca nem sobre o paradeiro dele após deixar o local.














