Uma baiana que trocou Salvador por Joinville, no Norte de Santa Catarina, ficou impressionada com a rapidez para conseguir trabalho na cidade. Em vídeo publicado nas redes sociais, Aline contou que o marido, Diego, foi contratado dois dias depois de o casal chegar ao estado e que ela mesma saiu de uma empresa de recrutamento com entrevista de emprego marcada. “Dois dias que nós chegamos aqui, gente. Isso é Santa Catarina”, disse.
O relato foi publicado em 5 de outubro no perfil que os dois mantêm no Instagram, onde produzem conteúdo sobre imigração e viagens e agora mostram a mudança para Santa Catarina. Aline gravou em frente à RH Brasil, empresa de recursos humanos de Joinville, logo depois de cadastrar o currículo.
“Fiquei impressionada com o atendimento. Fui direcionada a uma sala específica aqui, onde tem diversos computadores, e nesses computadores você pode fazer o cadastro do seu currículo”, contou. Segundo ela, o resultado veio na hora: “Já consegui agendar entrevista e saio daqui com uma entrevista marcada”.
O vídeo mostra a tela do computador com a confirmação. A entrevista com os recrutadores da empresa ficou agendada para 4 de setembro, às 16h. “Realmente estou impressionada com a rapidez e o sistema, né, como é que funciona, que é muito organizado, muito prático. Você mesmo se cadastra, preenche todos os seus dados. É uma maravilha, gente”, afirmou.

Em seguida, ela fala do marido. “E como vocês já sabem, em dois dias Diego já estava contratado. Diego já conseguiu o trabalho dele, já fez o contrato dele”, disse. Na legenda da publicação, Aline escreveu que ele “já chegou praticamente contratado”.
A explicação está em outro vídeo do casal, publicado em 16 de setembro. Nele, Aline conta que Diego fez a entrevista de trabalho quando os dois ainda moravam em Salvador, durante o processo de mudança. “Trabalho pra gente não era uma das nossas maiores preocupações, porque a cidade é conhecida por ter muito trabalho”, afirmou. Ela disse ainda que os dois seguem como “CLT”, mas que o sonho do casal é trabalhar com a internet.
Na publicação sobre o emprego, Aline também comparou a experiência com a capital baiana. Escreveu que a situação é “muito diferente da realidade de Salvador”, onde, segundo ela, para encontrar emprego em boas áreas “você precisa no mínimo ter um bom networking”.
Os números do mercado de trabalho mostram a distância entre os dois estados. Santa Catarina tem a menor taxa de desemprego do país: 2,1% no segundo trimestre de 2026, segundo a PNAD Contínua, do IBGE, divulgada em agosto. A média nacional é de 5,4%. A Bahia aparece no outro extremo, com 9,1%, a segunda maior taxa do Brasil, atrás apenas do Amapá (9,8%).
A mudança foi decidida sem nenhuma garantia. No vídeo em que revelou o destino, publicado em 10 de setembro, Aline contou que o casal estava vendendo tudo outra vez. “A gente não tem emprego esperando, não tem proposta de trabalho, não sabemos onde vamos morar e não conhecemos ninguém”, disse. Os dois alugaram uma hospedagem por sete dias para procurar casa.
O casal é baiano e morou quatro anos em Portugal. Voltou ao Brasil em 2025 e passou cerca de dez meses em Salvador antes de partir de novo. “Eu tentei voltar pra minha cidade natal, tentei me readaptar, tentei fazer dar certo, mas as portas se fecharam”, afirmou Aline.
Em Joinville, os dois já tinham visita marcada com uma imobiliária no segundo dia. Encontraram um apartamento, foram aprovados e pegaram as chaves seis dias depois da aprovação. A primeira noite na casa nova foi no escuro, porque a energia ainda não tinha sido ligada.
Diego também gravou um depoimento sobre a nova cidade, publicado em 23 de setembro. Caminhando pelo bairro onde mora, na zona sul de Joinville, ele elogiou a organização, a limpeza e a estrutura da cidade e respondeu a quem diz que os catarinenses têm preconceito com quem vem do Norte e do Nordeste. “Eu não sofri preconceito nenhum até agora. Vamos fazer um mês aqui, estou amando a cidade, as pessoas me cumprimentam nos comércios, me cumprimentam na rua”, disse.
Ele contou ainda que já precisou de uma unidade de saúde do município. “Fui bem atendido, em duas horas já tava medicado, com receita, com tudo”, afirmou. E resumiu o que pensa da mudança: “É o Brasil que eu quero pra mim. Gostaria que minha terra fosse igual”. O casal segue em Joinville e continua registrando a rotina na cidade.
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