Logo Jornal Razão
Publicidade

Fla-Flu na final da Libertadores? Entenda a possibilidade

Um Fla-Flu na final da Libertadores seria inédito. Veja o que precisa acontecer no chaveamento e por que a decisão entraria para a história.

Letreiro Montevideo na praia de Pocitos, no Uruguai
Foto: Intendencia de Montevideo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Publicidade

A Libertadores já produziu sete finais entre clubes brasileiros. Nenhuma delas, porém, colocou frente a frente dois times da mesma cidade. É exatamente esse cenário que o chaveamento da edição de 2026 deixou em aberto.

Flamengo e Fluminense chegaram entre os quatro últimos e estão em lados opostos da chave. A conta é simples de entender, ainda que difícil de acontecer.

Publicidade

O que precisa acontecer para o Fla-Flu sair

O sorteio definido em setembro de 2026 colocou o Fluminense diante do Palmeiras de um lado e o Flamengo contra o Estudiantes de La Plata do outro. Os jogos de ida das semifinais têm como datas-base 13 e 14 de outubro, e os de volta ficaram previstos para 20 e 21 de outubro.

Para que a decisão seja carioca, os dois precisam avançar. O tricolor teria que eliminar o atual finalista brasileiro mais frequente da década, e o rubro-negro teria que passar pelo único sobrevivente estrangeiro da chave. A final está marcada para 28 de novembro, em jogo único no Estádio Centenário, em Montevidéu.

Vale lembrar que o Estudiantes já cumpriu um papel importante nesta edição: foi ele que impediu, ao eliminar o Corinthians nas quartas, a primeira semifinal totalmente brasileira da história da competição. Quem acompanha o futebol nacional sabe que esse tipo de barreira tem sido cada vez mais rara.

Por que essa final seria inédita

O Brasil domina as decisões continentais há anos, mas sempre com clubes de praças diferentes. A lista das finais brasileiras mostra isso com clareza.

Publicidade

Em 2005, São Paulo e Athletico-PR fizeram a primeira delas, com o tricolor paulista vencendo por 1 a 1 fora e 4 a 0 no Morumbi. No ano seguinte, o Internacional levou a melhor sobre o próprio São Paulo. Depois veio um jejum de catorze anos até Palmeiras e Santos decidirem em 2020, seguidos por Palmeiras e Flamengo em 2021, Flamengo e Athletico-PR em 2022, Botafogo e Atlético-MG em 2024 e uma reedição de Palmeiras e Flamengo em 2025.

Em nenhuma dessas ocasiões os dois finalistas dividiam a mesma cidade. Palmeiras e Santos eram do mesmo estado, o que já foi tratado como raridade na época. Um Flamengo contra Fluminense elevaria o caso a outro patamar, porque envolveria dois clubes que dividem estádio, torcida vizinha e mais de um século de rivalidade direta.

A sequência de decisões brasileiras também ajuda a explicar por que tantos clubes do país aparecem em levantamentos sobre os melhores times do mundo. O domínio continental deixou de ser exceção e virou expectativa.

O peso histórico de um clássico de 1912

O Fla-Flu é o clássico mais antigo do Rio de Janeiro e um dos mais tradicionais do país. Ele nasceu de uma dissidência, quando um grupo de jogadores deixou o Fluminense e passou a atuar pelo Flamengo, e desde então acumulou decisões estaduais, nacionais e jogos que entraram para o imaginário do futebol brasileiro.

Publicidade

O que nunca aconteceu foi uma decisão continental entre os dois. Ambos já foram finalistas da Libertadores, mas em edições distintas e contra adversários de outros países ou de outros estados. O Flamengo construiu um histórico de quatro finais antes da edição de 2025, e o Fluminense chegou à decisão em 2008 e em 2023, quando conquistou o título inédito diante do Boca Juniors.

Colocar os dois no mesmo jogo, em Montevidéu, seria o tipo de episódio que uma competição de mais de sessenta anos ainda não registrou.

Como o torcedor acompanha uma decisão dessas?

A forma de assistir mudou bastante desde as primeiras finais brasileiras. O acompanhamento migrou para a tela do celular, com transmissão, estatística em tempo real e comentários simultâneos convivendo no mesmo aparelho.

Esse ecossistema digital cresceu junto com a competição. Plataformas de estatística, portais especializados e aplicativos de acompanhamento passaram a concentrar o que antes se dividia entre rádio e televisão.

Entre as ferramentas mais usadas nesse acompanhamento estão os melhores apps de apostas, que também funcionam como fonte de dados e agenda de jogos para parte do público adulto.

Segurança no ambiente digital das decisões

Jogos de grande audiência costumam atrair páginas falsas e aplicativos que imitam marcas conhecidas. Isso vale tanto para transmissões piratas quanto para plataformas que operam sem autorização no país.

Os sinais de verificação são conhecidos. Plataformas regulamentadas usam domínio terminado em “.bet.br”, exibem o número da portaria emitida pela Secretaria de Prêmios e Apostas no rodapé e operam com métodos de pagamento previstos em lei.

O uso do pix bet365 como meio de transação, por exemplo, só é válido quando vinculado a uma chave no CPF do próprio titular, exigência que sites clandestinos não conseguem cumprir.

Uma possibilidade ainda em aberto

Um Fla-Flu na final da Libertadores depende de dois resultados que ainda serão decididos em campo, em outubro. O cenário é minoritário, mas não é implausível, e basta o chaveamento se cumprir para que a competição ganhe uma página inédita.

Se acontecer, Montevidéu receberá a primeira decisão continental entre dois clubes da mesma cidade brasileira. Se não acontecer, o clássico segue esperando, como espera desde 1912.

Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência. Proibido para menores de 18 anos.

Publicidade
Publicidade
Grupo de WhatsApp · Tempo real

Santa Catarina no seu WhatsApp

As manchetes do dia chegam antes de você abrir o site.

Entrar no grupo
+48 mil catarinenses já acompanham