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A casa parecia normal na Grande Florianópolis, até 3 irmãs contarem o que o “vovô” fazia no quarto ao lado

Aproveitando a proximidade familiar e a confiança da casa ao lado, homem praticou abusos por 7 anos contra as três irmãs sem levantar suspeitas; segredo caiu na escola e Justiça aplicou pena de 62 anos e 4 meses de prisão. Foto: Ilustração IA

A casa parecia normal na Grande Florianópolis, até 3 irmãs contarem o que o “vovô” fazia no quarto ao lado
Foto: Reprodução
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Uma resposta firme da Justiça encerrou um ciclo de terror silencioso que durou quase uma década na Grande Florianópolis. Um homem foi condenado a 62 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de estupro de vulnerável praticado de forma reiterada contra três irmãs, netas de sua própria companheira. Os abusos começaram quando as vítimas tinham apenas entre 7 e 9 anos de idade e se estenderam ao longo de sete anos.

O réu usava a própria estrutura familiar como disfarce. Como as crianças moravam ao lado da residência da avó, o agressor desfrutava de livre acesso e da total confiança de todos. Ele aproveitava momentos de ausência da mãe e da avó, além de passeios a sós, para isolar as vítimas.

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Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os atos criminosos começaram com toques indevidos e evoluíram para a exposição de órgãos genitais e outros atos libidinosos graves.

A revelação na escola que quebrou o silêncio

O pesadelo só chegou ao fim quando as meninas criaram coragem para relatar os abusos no ambiente escolar. A instituição acionou imediatamente o Conselho Tutelar e a mãe das vítimas. Tanto a mãe quanto a avó afirmaram que desconheciam os fatos, mas apoiaram as crianças desde o primeiro momento, sem questionar a veracidade dos relatos.

A Promotoria de Justiça destacou a coerência, a firmeza e a riqueza de detalhes nos depoimentos das irmãs, confirmados por laudos psicológicos. A Justiça acolheu os pedidos do MPSC, reconhecendo a continuidade delitiva e a causa de aumento de pena pelo abuso da posição de autoridade e confiança.

“Trata-se de uma resposta firme e coerente para a sociedade catarinense, e especialmente para as vítimas, que inegavelmente trazem sequelas psicológicas em decorrência do ato criminoso”, destacou a Promotora de Justiça Marcela Hülse Oliveira.

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