Casal de mulheres ganha direito de registrar bebê gerado por inseminação caseira em SC
Elas precisaram entrar na justiça por conta da falta de legislação sobre inseminação caseira
Por Equipe Jornal Razão·28 jan 2023·3 min de leitura·Atualizado há 2 anos
Foto: Reprodução
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Um casal homoafetivo, composto por duas mulheres, conseguiu, através da justiça, o direito de registrar uma criança que foi gerada através de inseminação artificial caseira. Agora, por determinação da 1ª Vara Cível da comarca de Canoinhas, onde foi tramitada a ação, o bebê teve assegurado o direito de ter o nome das duas mães na certidão de nascimento.
As mulheres, que vivem em união estável há 11 anos, recorreram a um amigo, que aceitou doar o sêmen sob a condição de anonimato e isenção de responsabilidade em relação à criança. A decisão de realizar uma inseminação artificial caseira foi tomada por conta do alto valor cobrado em clínicas de reprodução assistida.
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Após o nascimento da criança, no momento do registro, o casal recebeu a informação da impossibilidade do ato devido à falta de legislação sobre inseminação caseira.
Diante disso, as mulheres ingressaram com um mandado de averbação da dupla maternidade da criança. Na sentença, o juiz Victor Luiz Ceregato Grachinski ressaltou que o reconhecimento confere respeito e dignidade às envolvidas.
“Essas mulheres já eram mães de fato e passaram a ser reconhecidas juridicamente. Conceder o registro é diminuir a discriminação em relação aos casais homoafetivos que não têm condições de arcar com o elevado custo de uma reprodução assistida, e resguardar os direitos fundamentais da criança”, argumentou.