A mensagem entrou pelo formulário de contato do site da Prefeitura de Piratuba, no Meio-Oeste catarinense, às 16h53 do domingo (16), com um assunto que já anunciava o resto: “Já estou contando as balas”. O texto abaixo prometia um ataque a três creches da cidade e desafiava quem tentasse impedir.
No conteúdo, o autor afirmava que iria “entrar em três creches de Piratuba” e “matar o máximo de crianças possíveis”. Em outro trecho, dizia que “a rua vai virar um banho de sangue” e provocava as autoridades com um “me parem se puder”. A mensagem trazia ainda ofensas de caráter racista e homofóbico, espalhadas por todo o texto.
O que dizia a mensagem
O formulário foi preenchido com um endereço em Lacerdópolis, município que integra a mesma comarca de Piratuba, ao lado de Capinzal e Ouro. A partir do registro, a Polícia Civil de Santa Catarina abriu investigação por meio da Delegacia de Polícia da Comarca de Piratuba, responsável pelos quatro municípios.
“Eu irei entrar em três creches de Piratuba e vou matar o máximo de crianças possíveis, a rua vai virar um banho de sangue.”

Mandado cumprido em Lacerdópolis
Na segunda-feira (17), agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão em Lacerdópolis. A medida foi autorizada pelo Poder Judiciário depois que diligências apontaram uma possível relação da pessoa investigada com as ameaças, conforme a Polícia Civil.
Durante a operação, foram apreendidos equipamentos de informática, um aparelho celular e outros elementos que podem ter ligação com o caso. Todo o material será submetido a exame técnico, etapa que deve indicar se os aparelhos foram usados no envio da mensagem à prefeitura.
Adolescente sob legislação protetiva
Segundo a Prefeitura de Piratuba, o autor da mensagem é um adolescente investigado por ameaças de ataque contra creches do município. A Polícia Civil informou que, por envolver adolescente submetido a legislação protetiva específica, não serão divulgadas informações que possam permitir sua identificação.
Na prática, um adolescente não responde criminalmente: a apuração corre como ato infracional, sob o Estatuto da Criança e do Adolescente, e as medidas cabíveis são definidas pela Justiça, com o processo protegido por sigilo.
Escolas mantêm alerta
Mesmo com a identificação do autor e o avanço da investigação, a Secretaria Municipal de Educação reforçou as orientações de segurança junto às escolas e às equipes responsáveis pelas unidades de ensino. A pasta afirmou que a medida busca garantir a proteção de alunos e profissionais e manter a comunidade escolar orientada diante do caso.

A Secretaria informou ainda que permanece em contato direto com as autoridades de segurança, enquanto o caso segue em apuração.
A investigação continua em andamento e o material apreendido em Lacerdópolis ainda passará pela análise técnica que deve fechar o cerco sobre a autoria da mensagem.

































