Um cachorro foi encontrado morto no último domingo (16) no bairro Floresta, localizado na zona Sul de Joinville, Santa Catarina. A ocorrência ganhou repercussão após ser divulgada nas redes sociais pela vereadora e protetora da causa animal Liliane da Frada (Podemos), que esteve no local para averiguar uma denúncia de maus-tratos.
O animal estava preso a uma corrente e, segundo informações preliminares, teria escorregado e morrido enforcado por conta do tranco da coleira. A ativista destacou a irresponsabilidade e o perigo do uso do enforcamento e da falta de estrutura do imóvel, que não possui muro nem portão adequados.
“Qual que é o problema da pessoa deixar o cachorro acorrentado? É justamente esse: o cachorro morrer enforcado. E eu sempre pergunto: por que a pessoa tem cachorro se não tem condições de ter? Quem não tem condições não tem que ter animal, porque ele vai estar em situação de maus-tratos e coloca outras pessoas em risco. Sempre quem paga é o animal”, desabafou Liliane.
Além do cão encontrado morto, a propriedade mantinha outros três animais sob cuidados precários. De acordo com o relato da vereadora, o responsável chegou ao local após a saída da Polícia Militar carregando pão para alimentar os bichos, motivo pelo qual a equipe da protetora deixou um pacote de ração para os sobreviventes. Um dos cães remanescentes é de porte bravo e costuma fugir para a rua, oferecendo risco de ataques a pedestres.
Tutor não foi preso
Como o tutor não estava na residência no momento da chegada dos policiais militares, não houve a prisão em flagrante. A Polícia Militar registrou o Boletim de Ocorrência, e o caso foi repassado à Polícia Civil, que assumirá as investigações do crime de maus-tratos a animais.
A denúncia também será encaminhada ao Ministério Público para definir o destino e a tutela dos demais cachorros que continuam no local. O tutor informou que enterraria o cão morto no quintal, mantendo o corpo à disposição de periciais caso a Polícia Científica seja acionada.



























