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“Esse lugar é do mal”: crianças saem traumatizadas após “danças eróticas” em restaurante de SC

Segundo o relato de um dos pais ao Jornal Razão, duas funcionárias teriam retirado o uniforme e dançado com conotação sexual diante de dez crianças de 10 anos em Jaraguá do Sul, e tocado adultos na saída. A empresa não se manifestou oficialmente.

“Esse lugar é do mal”: crianças saem traumatizadas após “danças eróticas” em restaurante de SC
Foto: Reprodução
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“Nunca mais eu volto aqui, esse lugar é do mal.” A frase é de um menino de 10 anos e foi gravada em vídeo na calçada, minutos depois de o grupo deixar o restaurante onde a turma dele tinha ido comemorar o Dia dos Pais, em Jaraguá do Sul. A criança não conseguiu dormir naquela noite e voltou ao assunto no café da manhã do dia seguinte, antes de ir para a escola.

Eram dez pais e dez meninos da mesma quinta série. O grupo saiu da homenagem escolar direto para o jantar e chegou à unidade do Giraffas por volta das 21 horas. As crianças passaram a noite entre o lanche e as brincadeiras, sem nada fora do comum, até faltarem cerca de 20 minutos para o fim do expediente.

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Foi quando, segundo o relato de um dos pais ao Jornal Razão, a música infantil que tocava nos alto-falantes deu lugar a funk e pagode. Duas funcionárias teriam retirado o uniforme, permanecendo com roupas pessoais, e começado a dançar de forma sensual voltadas para a mesa das crianças. Em alguns momentos, ainda conforme a denúncia, elas teriam chamado os meninos e repetido os movimentos diante deles.

ASSISTA AO VÍDEO

“Parecia que não era um restaurante, mas sim uma wiskeria”, afirmou o pai que procurou a reportagem e pediu para não ser identificado, alegando que é conhecido na cidade. Ele conta que um dos adultos percebeu a cena primeiro e alertou os demais, e que a preocupação imediata passou a ser tirar as crianças do campo de visão.

Na saída da loja

O trecho mais grave do relato é o do trajeto até a porta. Segundo o denunciante, as funcionárias abordaram o grupo dançando e passaram a tocar alguns dos pais na frente dos filhos. Em seu caso, uma delas teria esfregado as mãos em suas costas. Em outro pai, ainda conforme o relato, teria havido toque na região íntima por cima da roupa. “Tchau, pai de família”, teriam repetido enquanto o grupo deixava o salão.

O filho do denunciante testemunhou a abordagem. “Pai, eu vi ela esfregando as mãos nas suas costas”, teria dito o menino ao pai. Já do lado de fora do estabelecimento, o adulto acionou a câmera do celular e gravou o vídeo curto que registra parte da cena. É nele que aparece a fala da criança.

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Nunca mais eu volto aqui, esse lugar é do mal.

O próprio denunciante avalia que a filmagem é insuficiente para retratar o episódio, porque foi feita já na área externa. Segundo ele, ninguém pensou em gravar dentro da loja porque a prioridade naquele momento era proteger as crianças. O relato aponta que o interior do estabelecimento tem câmeras de segurança e que as imagens internas mostrariam a extensão do que teria ocorrido. Nenhum dos outros nove pais registrou a cena em vídeo.

O que diz a empresa

Procurado por um conhecido do grupo, o responsável pela unidade teria se dito surpreso com o episódio e informado que as duas funcionárias foram desligadas. A informação chegou aos pais de forma indireta e não foi confirmada oficialmente pela empresa. Segundo o relato, o caso também foi encaminhado à ouvidoria da rede.

Os demais adultos presentes foram procurados pelo denunciante para registrar seus próprios relatos sobre a noite. O espaço segue aberto para manifestação da rede Giraffas e da unidade de Jaraguá do Sul.

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