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Greve da Caixa continua em SC: 68% dos bancários rejeitam proposta e paralisação deve parar na Justiça

Mesmo com oferta de abono de R$ 3 mil e antecipação do PLR, categoria vota contra o acordo; impasse no plano Saúde Caixa e ameaça de dissídio coletivo acirram a crise. Fotos: SEEB Blumenau

Greve da Caixa continua em SC: 68% dos bancários rejeitam proposta e paralisação deve parar na Justiça
Foto: Reprodução
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A paralisação dos funcionários da Caixa Econômica Federal ganhou novos contornos de tensão em todo o país. Em assembleia organizada pela base do Sindicato e encerrada às 23h de sexta-feira (11), 68% dos trabalhadores votaram contra a proposta final apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Com a decisão, que mobiliza os bancários de Blumenau, Pomerode, Gaspar, Indaial e Timbó, a categoria deliberou pela manutenção da greve por tempo indeterminado em toda a região e no país.

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O movimento de paralisação, aprovado originalmente em assembleia no dia 4 de setembro, teve início oficial na quinta-feira (10) e segue ganhando adesão nacional.

Proposta financeira não atrai e Saúde Caixa vira pivô do impasse

Para tentar encerrar o movimento, a direção da Caixa ofereceu um pacote financeiro que incluía o pagamento de um prêmio de R$ 3 mil por trabalhador, além da antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para o dia 18, condicionada à aprovação do acordo. No entanto, as regalias financeiras não foram suficientes para conter a insatisfação da categoria.

O grande ponto de discórdia centra-se nas alterações do Saúde Caixa, o plano de assistência médica dos servidores:

  • Teto de gastos: A proposta previa a ampliação do limite de gastos do banco com o plano de 6,5% para 8%.
  • Nova alíquota: Cobrança de taxas diretamente no salário básico dos bancários, variando de 2,30% a 4,10%.
  • Mensalidade por dependente: Fixação de taxas extras por dependente entre R$ 480 e R$ 660, calibradas de acordo com a faixa etária.

Ameaça de dissídio e judicialização do confronto

Com o esgotamento do prazo estipulado pelo banco na sexta-feira (11) para a assinatura do acordo, o cenário caminha para a esfera judicial. A gestão da Caixa informou que estuda acionar a Justiça do Trabalho para decretar a ilegalidade do movimento ou buscar a mediação via dissídio coletivo.

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Sem nova previsão de negociação e com a possibilidade do julgamento no tribunal, os serviços do banco estatal seguem impactados por tempo indeterminado.

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