Logo Jornal Razão
Publicidade

Após 73 cânceres, mulher que criou duas filhas sozinha diz sim a homem que conheceu em hospital em SC

Hilária Mireski se casou com Adão Pereira neste sábado (10), em um casamento comunitário na Igreja Matriz de Itaiópolis

Após 73 cânceres, mulher que criou duas filhas sozinha diz sim a homem que conheceu em hospital em SC
Foto: Reprodução
Publicidade

Hilária Mireski, moradora de Itaiópolis, no Norte de Santa Catarina, que já enfrentou 73 cânceres de pele, se casou neste sábado (10) com Adão Pereira, de 49 anos. A união foi celebrada em um casamento comunitário na Igreja Matriz da cidade.

Os dois se conheceram há cerca de sete anos no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, onde Adão acompanhava o pai durante um tratamento. Com o tempo, nasceu uma relação de carinho e companheirismo. Quando Hilária precisava de acompanhante no hospital e as filhas não podiam estar presentes, era Adão quem ia com ela.

Publicidade

Diante do padre, os dois repetiram os votos. “Eu, Hilária, te recebo, Adão, por meu esposo. Te prometo ser fiel, amar-te e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida”, disse a noiva.

Antes da doença, Hilária já tinha enfrentado outra luta. Ela saiu de um casamento marcado pela violência e por problemas ligados ao alcoolismo quando a filha mais nova tinha 2 anos e a mais velha, 4. Mesmo diante de pedidos para que abortasse as filhas, escolheu seguir em frente e criou as duas sozinha, trabalhando para garantir o futuro da família.

Hilária e Adão no casamento comunitário da Igreja Matriz de Itaiópolis

Hilária tem a síndrome de Gorlin-Goltz, uma condição genética rara ligada a uma mutação no gene PTCH1. Os primeiros tumores apareceram em 1998, quando ela trabalhava como gari em Itaiópolis, varrendo as ruas sob sol forte e sem proteção. Desde então, foram 73 cânceres de pele e 93 biópsias. Em 2019, ela perdeu um olho e parte do nariz.

“Eu tô nessa luta há vinte e sete anos e nove meses”, contou Hilária em uma palestra. “Até que chegou o momento que mesmo fazendo quimioterapia, meu nariz começou a derreter como se fosse um gelo.”

Publicidade

A história dela ganhou o país em julho, quando um vídeo sobre a rotina de Hilária viralizou e uma vaquinha arrecadou mais de R$ 570 mil para o tratamento. Nesta semana, segundo o portal ND Mais, o cirurgião bucomaxilofacial Raulino Brasil, um dos criadores do Projeto Leozinho, anunciou que vai assumir o caso dela, com a expectativa de novos procedimentos de reconstrução facial.

Fonte: reportagem do portal ND Mais.

Leia também: “Me chamam de ET”: o chocante relato da moradora de Itaiópolis que enfrentou 73 cânceres e a crueldade da internet

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/geral/hilaria-mireski-73-canceres-casamento-itaiopolis

Publicidade
Publicidade
Grupo de WhatsApp · Tempo real

Santa Catarina no seu WhatsApp

As manchetes do dia chegam antes de você abrir o site.

Entrar no grupo
+48 mil catarinenses já acompanham