A influenciadora Suelyn Gonçalves publicou nas redes sociais um vídeo em que conta ter sido impedida de usar o banheiro de uma farmácia em Balneário Camboriú, no Litoral catarinense. O relato, gravado dentro do carro e divulgado na tarde de terça-feira (29), dividiu opiniões: até a tarde desta quarta-feira (30), o post somava cerca de 3 mil curtidas e mais de 500 comentários.
Segundo ela, tudo aconteceu enquanto editava vídeos dentro do carro. “Eu tava muito apertada, segurando há um tempão”, conta. Ela desceu e entrou no primeiro comércio que encontrou.
Suelyn diz que cumprimentou os funcionários, explicou a situação e pediu para usar o toalete. “Eu tô muito apertada, eu preciso muito ir no banheiro”, relata ter dito. O pedido foi negado, e a orientação foi procurar os banheiros químicos da praia, a duas quadras dali.
“A pessoa viu que eu estava me segurando, quase fazer xixi nas calças”, afirma no vídeo. “Gente, eu não tava pedindo dinheiro, eu pedi pra ir no banheiro.”

Na legenda da publicação, a influenciadora acrescentou que ficou chateada “pela falta de empatia, pela grosseria, por terem rido e debochado da situação”. Em resposta a um seguidor, reforçou: “Eu estava visivelmente apertada, e a forma como me trataram, com grosseria e risadas, foi o que mais me entristeceu”.
“O banheiro não é público”
A própria Suelyn reconhece que o estabelecimento não tinha obrigação de atender o pedido. “Ninguém é obrigado a deixar usar o banheiro do seu estabelecimento”, escreveu. Nos comentários, ela voltou ao ponto: “Eles não são obrigados a deixar! O banheiro não é público”. A queixa, segundo ela, é com a forma como foi tratada, já que a urgência era visível.
Ela também contou que pretendia comprar algo na farmácia e que compraria “até mais pela gentileza” se tivesse sido atendida. Depois da negativa, conseguiu chegar ao banheiro da praia. “Até eu chegar lá, gente, a vontade até passou, de tão indignada que eu fiquei”, disse.
Comentários divididos
Parte dos seguidores ficou do lado da influenciadora. Uma seguidora escreveu que sempre compra algum produto para que liberem o banheiro, mas defendeu mais educação no trato com quem pede ajuda. Outra contou ter passado por situação parecida em Curitiba e disse ter se sentido péssima.
Outra parte defendeu o comércio. Uma funcionária de loja relatou que, depois de liberar o banheiro para uma cliente e ter de limpar a sujeira deixada por ela, a equipe decidiu em reunião que o espaço seria só para funcionários. Um homem que disse ter trabalhado 20 anos em farmácia afirmou entender os dois lados: “Só quem trabalha com o público sabe da capacidade do ser humano”.
A farmácia não foi identificada no vídeo nem na publicação. A imagem do balcão de farmácia que aparece no vídeo e na capa desta reportagem é ilustrativa.















