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“Da cadeia eu saio, do caixão não”: mulher que matou o marido e colocou corpo no freezer em SC é condenada

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 29/08/2025 21h06
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Mulher condenada a mais de 20 anos de prisão por matar o marido e ocultar o corpo em um freezer, em Santa Catarina, teria dito a frase “Da cadeia eu saio, do caixão não” antes do crime.

O Tribunal do Júri da Câmara de Vereadores de Capinzal condenou nesta sexta-feira (29) Cláudia Tavares Hoeckler a 20 anos e 24 dias de prisão pelo homicídio qualificado e pela ocultação do corpo do marido, Valdemir Hoeckler.
O crime aconteceu em novembro de 2022, em Lacerdópolis, no Meio-Oeste de Santa Catarina, e ganhou grande repercussão depois que o corpo da vítima foi encontrado dentro de um freezer na residência do casal.

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O crime

Cláudia e Valdemir eram naturais de Concórdia. Durante o júri, Cláudia afirmou que, na noite do crime, deu ao marido dois comprimidos para insônia e misturou pó de outro medicamento em sua bebida.
Após manterem relações sexuais e Valdemir tomar banho, ele ingeriu a medicação e adormeceu.

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Foi então que Cláudia decidiu agir:

“Naquele momento eu vi que eu ia morrer e eu decidi tirar a vida dele”, disse aos jurados.

Ela relatou que amarrou os pés e mãos do marido, colocou um pano e depois uma sacola plástica na cabeça dele.

“Naquele dia, eu coloquei a mão nele, tranquei a respiração, ele se debateu um pouco […]. Depois eu sentei do lado da cama e fiquei quietinha, pensei: tá se fingindo, daqui a pouco ele vai levantar”.

Ao confirmar a morte, pensou em ocultar o corpo.

“Sentada ali eu só conseguia visualizar o freezer […]. Naquela confusão de pensamentos eu só consegui pensar no freezer”.

O julgamento

O júri começou na quinta-feira (28) e terminou na noite de sexta-feira (29). Cláudia chegou escoltada pela Polícia Penale chorou em diversos momentos.

A acusação apresentou o freezer original e outros objetos usados no crime. O promotor Diego Bertoldi destacou a “frieza” da acusada, lembrando que ela participou das buscas mesmo após ter matado o marido. Ele afirmou que Cláudia teria “alergia à verdade” e reforçou que laudos apontaram asfixia como causa da morte.

O promotor Rafael Baltazar Gomes dos Santos acrescentou que Cláudia não era vítima de violência doméstica e que o homicídio foi premeditado.

Já a defesa, formada pelos advogados Jader Marques, Gabriela Bemfica e Matheus Molin, sustentou a tese de legítima defesa, alegando que Cláudia sofria agressões físicas, sexuais e psicológicas. Foram mostradas mensagens enviadas a amigas relatando episódios de violência.

Réplica e tréplica

Na réplica, os promotores reforçaram que Cláudia dopou e asfixiou o marido de forma deliberada. O assistente de acusação Álvaro Alexandre Xavier afirmou que a ré tomou a decisão errada ao matar Valdemir.

Na tréplica, a defesa insistiu na tese de proteção própria e negou ocultação de cadáver, argumentando que o corpo permaneceu na casa, embora no freezer.

Condenação

Após dois dias de debates, o júri rejeitou a tese da defesa e acolheu a denúncia do Ministério Público, condenando Cláudia a 20 anos e 24 dias de prisão.

A sentença foi lida pela juíza Jéssica Evelyn Campos Figueiredo Neves, que presidiu o julgamento.

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