A apreensão que tomou conta dos moradores de Blumenau nas últimas horas deu lugar a um visível alívio no início da manhã deste sábado (12). Após monitorar rigorosamente a reação das bacias hidrográficas da região, a Defesa Civil do município descartou oficialmente o risco de uma enchente entre a madrugada e o começo do dia.
O comportamento do Rio Itajaí-Açu confirmou a tendência de queda e trouxe tranquilidade à população. Após atingir o pico de 7,86 metros às 5h, marca que se repetiu às 6h, a medição apontou 7,82 metros às 7h e seguiu recuando, atingindo 7,73 metros às 8h. A diminuição constante afasta com segurança o cenário crítico previsto na véspera.
De noite de alerta máximo a alívio na alvorada
A tranquilidade no início do dia contrasta diretamente com o clima de tensão vivenciado na noite de sexta-feira (11). Inicialmente, os modelos hidrológicos do município indicavam que o Itajaí-Açu poderia atingir a cota de 9 metros durante a madrugada. Essa altitude seria suficiente para provocar alagamentos em ao menos 18 pontos críticos distribuídos pelas áreas mais baixas da cidade.
Conforme as horas avançavam e o volume vindo de rios afluentes diminuía, o órgão recalcitrou as estimativas, primeiro reduzindo a previsão para 8 metros e, finalmente, cravando o pico próximo dos 7,80 metros.
“Diante das condições observadas e das projeções atuais, podemos afirmar que, neste momento, está descartada a ocorrência de enchente”, confirmou o secretário de Defesa Civil de Blumenau, Carlos Olimpio Menestrina, ao detalhar a evolução das medições dos rios Benedito e Itajaí-Açu.
Medidas preventivas e as vias na linha de frente
Por conta da incerteza inicial, o governo municipal agiu preventivamente durante a noite ao anunciar a abertura do primeiro abrigo público na Rua Cidade do Salvador, no bairro Itoupava Norte. A estrutura foi preparada por estar no entorno das primeiras comunidades suscetíveis às águas.
A margem foi no limite: em Blumenau, a primeira residência a sofrer com os efeitos da subida do rio fica na Rua São Rafael, também no Itoupava Norte, sendo atingida quando a régua marca 7,88 metros. Como a cota estagnou em 7,86 metros e baixou para 7,73 metros, a água não chegou a invadir a estrutura, poupando os moradores dessa localidade e de vias vizinhas, como a 1º de Janeiro e a Max Aldemann, na Fortaleza.
Caso a projeção inicial de 9 metros se confirmasse, o impacto alcançaria diversas outras regiões do município, afetando vias estratégicas como:
- Jorge Luiz Candido (Bairro Garcia)
- Tefe, Bruno Dittrich e Dr. Hans Gaertner (Ribeirão Fresco)
- Theodoro Nuss (Badenfurt)
- Europa (Salto) e Oswaldo Meuche (Salto do Norte)
- Max Scheidemantel (Fortaleza) e Alwin Schrader (Centro)
Com o recuo sustentado das águas ao longo da manhã, a rotina nas áreas ribeirinhas retoma gradualmente a normalidade, mantendo-se o monitoramento preventivo pelas equipes técnicas da cidade.















