Logo Jornal Razão
Publicidade

Alcolumbre diz ter 48 votos e topa encarar o PL no Senado, mas avisa que não pauta impeachment de Moraes

Segundo interlocutores em Brasília, o presidente do Senado aposta no Centrão para vencer o PL, que terá 29 senadores, na eleição de 1º de fevereiro

2º turnoApuração do 2º turno, domingo às 17hFlávio × Lula voto a voto, no Brasil, em SC, nas 5.570 cidades e no exteriorAcompanhar →
Alcolumbre diz ter 48 votos e topa encarar o PL no Senado, mas avisa que não pauta impeachment de Moraes
Foto: Reprodução
Publicidade

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse a interlocutores em Brasília que tem pelo menos 48 votos para ser reeleito no comando da Casa. A eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027, dia em que os senadores eleitos em outubro tomam posse. Para vencer, o candidato precisa de pelo menos 41 dos 81 votos.

Na mesma conversa, segundo esses interlocutores, Alcolumbre afirmou que não pretende colocar em votação pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial os que miram Alexandre de Moraes, de quem é próximo. O afastamento de Moraes é uma das principais bandeiras dos senadores bolsonaristas.

Publicidade

A conta foi feita mesmo com o PL prestes a ter a maior bancada do Senado. A partir de fevereiro, o partido terá 29 senadores e planeja lançar Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha derrotada de Flávio Bolsonaro, para disputar a presidência. Alcolumbre disse estar disposto a bater chapa com qualquer nome do PL, ainda mais depois da reeleição de Lula (PT) neste domingo (25).

Marinho já tentou o cargo. Em fevereiro de 2023, ele enfrentou Rodrigo Pacheco, então no PSD-MG, e perdeu por 49 votos a 32. Alcolumbre foi eleito em fevereiro de 2025 com 73 votos e já tinha presidido o Senado entre 2019 e 2021. Como a nova legislatura começa em 2027, a Constituição permite que ele dispute de novo.

Do lado da oposição, o senador eleito por São Paulo Guilherme Derrite (PP) já disse que não vota em Alcolumbre e citou Marinho e Tereza Cristina (PP-MS) como nomes da direita para o comando da Casa. Derrite também cobra o presidente do Senado por segurar os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.

Em Brasília, a avaliação é de que o Centrão joga a favor de Alcolumbre, porque os partidos do bloco querem limitar o poder do PL. Depois de uma reunião em 14 de outubro, União Brasil, PP, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, Podemos, PSD e Solidariedade se uniram em torno da reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) na Câmara. Alcolumbre também é muito ligado ao senador Ciro Nogueira, presidente do PP e ex-ministro de Jair Bolsonaro, que apoiou Flávio no segundo turno.

Publicidade

Interlocutores afirmam ainda que Alcolumbre pretende defender, ainda neste ano, a indicação de Rodrigo Pacheco para o STF. Ex-presidente do Senado, Pacheco tomou posse em 30 de setembro como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), numa vaga indicada pelo próprio Alcolumbre.

A cadeira no Supremo está aberta desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Em abril, o Senado rejeitou Jorge Messias, o nome escolhido por Lula, por 42 votos a 34. Foi a primeira vez em 132 anos que a Casa barrou um indicado ao STF, e a derrota foi atribuída nos bastidores a Alcolumbre, que preferia Pacheco para a vaga.

Segundo interlocutores, a ida de Pacheco ao Supremo faria parte de um acerto entre Alcolumbre e o governo, que incluiu colocar em votação a PEC do fim da escala 6×1 entre o primeiro e o segundo turno. O Senado aprovou a proposta em 14 de outubro, por 75 votos a 1. Em Brasília, a leitura é de que a votação ajudou Lula na reta final da campanha.

A relação entre Alcolumbre e Lula tinha azedado depois da derrota de Messias. De acordo com senadores, a reaproximação começou num encontro na casa de Moraes, e foi depois dela que o presidente do Senado destravou a PEC da 6×1.

Publicidade

O PL ainda não oficializou a candidatura de Marinho. A data e o horário da eleição são fixados pela presidência do Senado, hoje nas mãos do próprio Alcolumbre. Já a vaga de Barroso depende de uma nova indicação de Lula, e o nome escolhido precisa passar pela sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e pela votação no plenário do Senado.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/politica/alcolumbre-48-votos-senado-impeachment-moraes

Publicidade
Publicidade
Publicidade