“Não era nada até ontem, era professora”: declaração de Jorge Seif gera polêmica
Seif afirmou que “uma deputada estadual que não era nada até ontem, era professora, agora se acha líder da direita catarinense”
Por Equipe Jornal Razão·5 nov 2025·4 min de leitura·Atualizado há 9 meses
Foto: Reprodução
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A fala do senador Jorge Seif (PL-SC) no plenário do Senado Federal, na noite de terça-feira (4), repercutiu muito além da política e gerou forte reação nas redes sociais, especialmente entre professores e profissionais da educação.
Durante o discurso em que atacou a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC), Seif afirmou que “uma deputada estadual que não era nada até ontem, era professora, agora se acha líder da direita catarinense”. A frase, dita em tom crítico, tinha como alvo direto a parlamentar, mas acabou provocando indignação de uma categoria inteira que se sentiu desqualificada.
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Nas redes sociais, comentários apontaram o tom “preconceituoso e desrespeitoso” da fala do senador, destacando que o uso da profissão de professora como forma de ataque reforça uma tentativa de diminuir o valor de quem trabalha na educação. Muitos internautas, inclusive apoiadores de Campagnolo, afirmaram que o discurso ultrapassou o limite da crítica política e soou como desprezo pela categoria.
“Ele não atacou só a Ana, atacou todos os professores que lutam todos os dias”, escreveu uma seguidora em publicação do Jornal Razão. “Essa fala mostra o quanto parte da classe política ainda vê a educação como algo menor”, comentou outro leitor.
Por outro lado, aliados do senador saíram em defesa dele, alegando que a fala foi mal interpretada e que Seif não quis desmerecer professores, mas apenas destacar que Campagnolo “não tinha relevância política antes do bolsonarismo”. Segundo defensores, o senador teria usado a frase como uma crítica ao que considera “falta de gratidão” de parlamentares que cresceram politicamente com o apoio de Jair Bolsonaro.
“O que o Seif quis dizer é que, politicamente, ela era desconhecida antes de Bolsonaro. Ele não desmereceu professores”, argumentou um dos apoiadores nas redes.
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A polêmica aprofunda ainda mais o racha interno no Partido Liberal de Santa Catarina, que vive um clima de confronto aberto entre as alas ligadas a Carlos Bolsonaro e as que seguem com Ana Campagnolo.