Um vídeo que circula nas redes sociais nesta segunda-feira (19) mostra um homem sugerindo matar Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente da República, e toda a família Bolsonaro. O vídeo se espalhou a seis dias do segundo turno, marcado para o domingo (25).
A gravação foi publicada nos stories de um perfil do Instagram. Deitado na cama e sem camisa, o homem diz que aquilo “não é nem uma pergunta”, mas “apenas um pensamento”. “Cês sabiam que gente morta não é eleita, né?”, pergunta.
Em seguida, o homem cita o ativista conservador americano Charlie Kirk, morto com um tiro em setembro de 2025, nos Estados Unidos: “Se matar, de repente, assim ó, cê que nem o Kirk, levar um tirão ali, cabou, não é eleito”.
O homem também afirma: “Se matar a família inteira Bolsonaro, acabou metade dos problemas, porque ninguém não tem outro nome forte, entendeu?”. Depois, ele cita Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, também do PL, e termina com “Gente, matou, acabou o benefício, acabou a dor de cabeça”.

Deputado diz que denunciou à Polícia Federal
A senadora eleita por Santa Catarina Carol de Toni (PL), aliada de Flávio, compartilhou o vídeo no Instagram para alertar sobre a ameaça contra o candidato. Na publicação, Carol de Toni diz que o conteúdo circula “nas redes de esquerdistas”.
O deputado estadual Eduardo Azevedo (PL-MG) também publicou o vídeo, com uma resposta ao autor. “O que você tá fazendo aqui é instigar, é incitação ao crime de assassinato contra a família Bolsonaro, contra o Nikolas e contra o Pavanato”, disse o deputado. “Eu tô fazendo aqui agora uma denúncia à Polícia Federal pra que eles possam te procurar, te achar e te colocar atrás das grades.”
O perfil que publicou o vídeo saiu do ar no Instagram. Até a publicação desta reportagem, não havia informação oficial sobre investigação, e Flávio Bolsonaro não tinha comentado o vídeo nas redes.
Ameaça com emojis de faca em agosto
Não é a primeira ameaça contra Flávio na campanha. Em 15 de agosto, a Polícia do Senado, com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais, fez busca e apreensão contra um homem que escreveu “dessa vez deixa cmg”, com emojis de faca, num post do Facebook sobre a agenda de Flávio em Juiz de Fora (MG). Foi em Juiz de Fora que Jair Bolsonaro levou uma facada durante a campanha de 2018.
Segundo reportagem do Congresso em Foco, a ameaça foi detectada pela Sala de Situação de Inteligência da Polícia do Senado, e dados fornecidos pela Meta permitiram identificar o autor. O caso foi enviado ao Ministério Público de Minas Gerais, e o investigado prestou depoimento e teve os aparelhos eletrônicos apreendidos.
Fonte: reportagem do Congresso em Foco.
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