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“Prato da Oxford” estava atrasando construção de loja da Havan

Em entrevista com Rafael Nogueira (Novo), Kaiann Barentin relembrou o episódio contado por Luciano Hang sobre uma de suas lojas no Rio Grande do Sul, que o empresário usa como exemplo do custo da burocracia no Brasil

“Prato da Oxford” estava atrasando construção de loja da Havan
Foto: Reprodução
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Um prato de cerâmica de cerca de R$ 24, vendido nas prateleiras da própria Havan, deixou parada por 150 dias a construção de uma megaloja da rede em Rio Grande, no litoral sul do Rio Grande do Sul. A peça foi encontrada no terreno e tratada como possível artefato indígena, até que o empresário catarinense Luciano Hang conseguiu provar ao Iphan que se tratava de uma louça comum.

O episódio voltou à pauta durante entrevista do Jornal Razão com Rafael Nogueira, candidato a deputado federal por Santa Catarina pelo Partido Novo. Ao conduzir a conversa, o advogado e apresentador Kaiann Barentin relembrou o caso contado por Hang, que o empresário usa como exemplo de quanto a burocracia pesa sobre quem quer investir e gerar emprego no país.

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O relato do dono da Havan é direto. “Encontraram um prato de cerâmica e acharam que era um artefato indígena. Resultado? A obra ficou parada por 150 dias. No final, descobriram que era apenas um prato comum”, contou Hang em vídeo publicado nas redes sociais.

Capa do vídeo do YouTube

Segundo o empresário, a peça era da marca catarinense Oxford e vendida no site da Havan por um valor médio de R$ 24. Ainda de acordo com Hang, o prato teria sido usado em um ritual religioso feito no local. Enquanto a dúvida não foi esclarecida perante o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a obra não pôde avançar.

Pra marcar o tempo perdido, Hang instalou no terreno uma placa do “atrasômetro” em 31 de outubro de 2019. Só depois que o mal-entendido foi resolvido a construção começou de fato. A unidade de Rio Grande, loja de número 162 da rede, foi inaugurada em 29 de julho de 2021. O valor investido naquela loja não foi divulgado, mas Hang costuma dizer que cada nova megaloja custa cerca de R$ 100 milhões pra sair do papel. Na prática, um prato de R$ 24 segurou por cinco meses um projeto de nove dígitos, com a geração de empregos da nova unidade esperando junto.

“Foram meses de trabalho interrompido por um erro que poderia ter sido resolvido com mais agilidade e bom senso”, afirmou o empresário. Para Hang, o caso resume um problema que vai muito além de uma obra. “O Brasil precisa urgentemente de menos burocracia e mais eficiência. Precisamos nos espelhar no que dá certo. Costumo dizer que a burocracia é a mãe da corrupção e uma das grandes responsáveis pelo atraso do nosso país”, disse.

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A trajetória da própria Havan ajuda a entender por que o empresário de Brusque trata o tempo como ativo. A primeira loja abriu em 1986, com 45 metros quadrados, no Centro de Brusque. Quarenta anos depois, a rede está em 23 estados, emprega 23 mil pessoas e teve em 2025 o maior faturamento da sua história, de R$ 18,5 bilhões. A meta para 2026 é chegar a R$ 22 bilhões e a 200 megalojas pelo Brasil.

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