O vice-prefeito licenciado de Itajaí, Rubens Angioletti, candidato a deputado federal pelo PL, classificou o Bolsa Família como “um voto comprado legalizado” em entrevista ao Estúdio JR, do Jornal Razão. A declaração veio quando ele foi questionado sobre o aumento do benefício anunciado pelo governo Lula na reta final da campanha.
Para sustentar a crítica, Angioletti comparou o mapa da última eleição presidencial com a distribuição de empregos formais e de programas assistenciais pelo país. “Quando tu olha o mapa da eleição passada presidencial, que tu vê vermelho lá pra cima, azul aqui pra baixo, e depois tu faz uma comparação com carteiras assinadas e assistencialismo, tu vais ver a mesma cor lá em cima e aqui embaixo”, afirmou.
Na avaliação do candidato, ampliar o benefício perto da votação agrava o problema. “E fazer isso em cima da eleição, aí é um escárnio, aí é esfregar na nossa cara, é chamar todo mundo de idiota”, disse.
Angioletti defendeu que o Estado funcione como um síndico, que administra o país e ampara quem não consegue se sustentar sozinho, sem assumir o papel de quem produz riqueza. “Não é o governo que gera emprego e nem gera riquezas. Quem gera emprego e riquezas é o empreendedor individual, é a empresa”, declarou.
Ele disse reconhecer que parte da população precisa de ajuda, mas criticou o formato atual do auxílio. “É óbvio que eu sei que as pessoas que não são autossuficientes precisam de ajuda. É pra isso que o governo serve. Mas a ajuda, irmão, não é você dar o sacolão todo mês e manter a pessoa num cabresto sendo humilhada. Porque ser pobre não é defeito”, afirmou.
Como alternativa, o vice-prefeito licenciado propôs que o benefício venha acompanhado de curso profissionalizante e de encaminhamento ao mercado de trabalho. Segundo ele, empresários oferecem vagas e ouvem recusa de quem teme perder o auxílio ao assinar a carteira. “Não, não, não posso fichar, senão eu perco o Bolsa Família”, reproduziu.
Angioletti também criticou o déficit das contas federais e comparou a situação ao orçamento de uma família. “É igual a tua casa, meu querido. Tu recebe X e gasta demais, tu fecha negativo todo mês”, disse. Para ele, o governo tem ampliado promessas mesmo no vermelho. “Cara, chega de prometer”, completou.
Na mesma resposta, o candidato citou o episódio recente em Jaraguá do Sul e cobrou políticos do PT que, segundo ele, falaram em agressão às mulheres sem mencionar a policial ferida. “Por que que eles não defenderam a policial que teve a mão machucada, que foi agredida? Ela é uma mulher também”, questionou.
Rubens Angioletti disputa uma vaga na Câmara dos Deputados. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.























