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A caminho de consulta em Florianópolis, irmã de acamada expõe a VERDADE sobre atendimento em ambulância

Saindo do bairro Iperoba, em São Francisco do Sul, Maria Aparecida relata a emocionante rotina ao lado da irmã acamada de 70 anos e revela como o afeto de motoristas e profissionais de saúde transforma o peso do tratamento. Foto: Arquivo Pessoal

A caminho de consulta em Florianópolis, irmã de acamada expõe a VERDADE sobre atendimento em ambulância
Foto: Reprodução
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A rotina de quem acompanha um familiar dependente em viagens de tratamento de saúde é tomada por incertezas, cansaço e uma dedicação incondicional. No entanto, existe um ingrediente invisível que muda totalmente o peso dessa jornada: a humanidade de quem acolhe pelo caminho. Quando o respeito e o carinho entram em cena, o transporte sanitário deixa de ser um mero deslocamento e se transforma em um porto seguro de afeto.

Essa é a vivência diária de Maria Aparecida, moradora do bairro Iperoba, em São Francisco do Sul. Ela é quem acompanha de perto a irmã, Silvia Helena de Andrade, acamada de 70 anos, que tem nanismo e é acamada em decorrência de uma lesão na medula.

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A rotina de deslocamentos para consultas e terapias em Joinville e, mais recentemente, no Centro de Reabilitação Catarinense (CCR), em Florianópolis, exige um esforço físico e emocional gigantesco. Mas, nas estradas catarinenses, essa trajetória ganhou uma nova dimensão de acolhimento.

Quando a vocação se torna um ato de fé e afeto

A grande diferença nessa caminhada vem do banco da frente do veículo. Os dois profissionais do transporte de pacientes, Nagly e Fábio, têm se destacado pela forma singular como conduzem cada viagem. Nesta terça-feira (28), Maria Aparecida se emocionou tanto com a maneira como ela e a irmã foram acolhidas que decidiu vir a público para trazer à tona toda a verdade.

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“Nem sempre é esse casal que vai, mas ultimamente tem sido sempre ele que nos leva. Esse atendimento transmite algo que eu não sei descrever… Acho até que é uma coisa bem espiritual, porque são pessoas que têm esse dom de fazer o bem”, relata Maria Aparecida.

Durante a ida recente de São Francisco do Sul até a capital Florianópolis, a atenção com a irmã acamada esteve presente em cada quilômetro percorrido.

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“Dessa vez nos marcou muito. Toda hora eles perguntavam: ‘Silvinha, como é que você está? Está tudo bem? Está com alguma dor?’ Isso marca a gente, porque esse atendimento é diferente”, desabafa Maria.

Faróis de luz mesmo sob a tempestade

A verdadeira prova desse compromisso velado pelo amor veio no trajeto de volta para o bairro Iperoba. Enfrentando um forte temporal na estrada, com chuva intensa e visibilidade reduzida, a equipe manteve a serenidade e o zelo constante com a passageira.

“Na volta, a gente pegou um temporal muito grande e eles o tempo todo preocupados. Olha, vou te falar: isso tem que servir de exemplo para a sociedade em geral, para mudar o comportamento de muita gente que transporta doente”, afirma Maria Aparecida.

A experiência vivida no próprio destino reforçou essa corrente do bem. No Centro de Reabilitação Catarinense (CCR), em Florianópolis, espaço voltado ao atendimento de pessoas com deficiência, o acolhimento seguiu o mesmo padrão de excelência. Maria Aparecida fez questão de destacar cada profissional que cruzou o caminho de sua irmã: a médica Dra. Márcia, as atendentes Joyce e Pamela, e o guarda da entrada.

“Lá o atendimento também foi excelente! A médica japonesa, Dra. Márcia, a Joyce, a Pamela e até o guarda que fica na entrada… excelente também!”, elogia.

A lei do retorno e o exemplo para a sociedade

Em um cenário onde muitas vezes ouve-se relatos negativos sobre a frieza no atendimento médico e ambulatorial, Maria Aparecida sentiu a necessidade de transformar sua gratidão em um manifesto de esperança.

“De vez em quando eu ouço pessoas falando mal de enfermeiro em pronto-socorro, que atende mal… e eu falei que agora chegou a hora de eu transmitir como pode ser diferente o tratamento com as pessoas que estão na saúde. O paciente vai lá por doença, né? E quando a gente recebe um tratamento diferenciado, a gente tem que comentar”, ressalta.

Para Maria Aparecida, a mensagem principal dessa jornada vai muito além do transporte de sua irmã Silvinha: é sobre plantar o bem no mundo.

“Eu acho até que é a lei do retorno: você vai, faz o bem e o bem vem de volta para a gente, né? Então fica aí a minha alegria e o meu elogio com esses profissionais”, conclui.

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