A mãe do menino Luís Felipe Benke dos Santos, que morreu aos 8 anos depois de dois anos e meio de luta contra o câncer, gravou um vídeo com um pedido a todos os pais. Giselle Benke, de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, publicou o desabafo nas redes sociais nesta quarta-feira (30), 20 dias depois da morte do filho.
“Então eu só digo: amem, falem, abracem, tudo que vocês puderem, pras pessoas que tão perto”, disse Giselle, emocionada. “Por mais que eu disse muitas vezes pro Luís o quanto eu amava, eu me dediquei meu tempo a ele, mas sempre fica a sensação de que poderia ter sido mais. Que foi pouco. Então, não poupem abraços.”
Luís Felipe enfrentava o sarcoma de Ewing, um câncer raro e agressivo que atinge principalmente crianças e adolescentes. No tratamento, passou por cirurgia para retirar parte do quadril, quimioterapia e radioterapia.
Em maio, o menino realizou o sonho de conhecer Portugal e reencontrar a irmã, que mora no país. Lá, descobriu que a doença tinha voltado, com metástases, e ficou internado em Lisboa, em cuidados paliativos. Ele só voltou ao Brasil em junho, num voo com assistência médica, com a ajuda de um empresário de Itapema, como o Jornal Razão mostrou na época.

Segundo Giselle, os médicos portugueses acreditavam que talvez ele nem chegasse ao Brasil. “Deus me deu o presente de eu poder ficar com ele mais noventa dias”, contou. A morte de Luís Felipe foi anunciada no dia 11 de setembro pelo perfil Batalha pela Vida, nas redes sociais.
No vídeo, a mãe conta que esteve com o filho até o último momento. “Enquanto meu filho não deu nos meus braços o último suspiro, eu acreditava que Deus poderia curar ele ainda, que ele poderia levantar daquela cama, mas não foi assim”, relatou.
Giselle diz que agora precisa reaprender a viver. “A gente perde o ânimo, o chão, a gente morre junto, mas vivo”, afirmou. Ela também agradeceu as orações, as mensagens de apoio e a ajuda que a família recebeu nas rifas durante o tratamento. “Tudo que o meu filho queria era o direito de viver. Ele só queria ter saúde e viver até o último minuto.”















