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Jovem de 28 anos chega à UPA com dor no peito, recebe injeções para ansiedade e morre em Itajaí

Marido conta que Jéssica Andreza Machado piorou depois de duas injeções na UPA do CIS e cobra explicação da prefeitura; atestado de óbito não aponta a causa da morte

Jovem de 28 anos chega à UPA com dor no peito, recebe injeções para ansiedade e morre em Itajaí
Foto: Reprodução
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Jéssica Andreza Machado, de 28 anos, morreu na madrugada de terça-feira (6) na UPA do CIS, em Itajaí, poucas horas depois de chegar à unidade com dor no peito. A família suspeita que a medicação aplicada durante o atendimento tenha provocado a morte e cobra uma explicação da prefeitura.

O relato é do marido, Sandro, que gravou um vídeo pedindo respostas ao prefeito, ao vice-prefeito e ao secretário de Saúde. O vídeo foi divulgado pelo deputado estadual eleito Osmar Teixeira (Podemos), que acompanha o caso, em publicação no Instagram.

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Segundo Sandro, Jéssica reclamou de uma dor no peito na noite de segunda-feira (5) e repetia que estava mal. Ele a levou de carro até o CIS, parou na rampa, colocou a esposa numa cadeira de rodas e entrou pedindo ajuda.

Na chegada, conta o marido, houve uma discussão com o médico, que teria dito que ela precisava esperar do lado de fora. Sandro diz que argumentou que a esposa estava com dor no peito e podia estar infartando. A segurança da unidade foi chamada.

Sandro, marido de Jéssica, gravou vídeo cobrando explicações

Jéssica fez um eletrocardiograma que, segundo o marido, não mostrou alteração. O médico então disse que ela podia estar tendo uma crise de ansiedade, que pode causar sensação de dor no peito, e receitou medicação. Na sala de medicação, ela recebeu duas injeções intramusculares. Depois, numa poltrona, uma enfermeira colocou soro.

“Eu não saí de perto dela nem um minuto. Fiquei o tempo todo ali com ela, segurando na mão dela”, contou Sandro.

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Minutos depois, Jéssica disse ao marido que estava piorando. Segundo ele, a enfermeira pediu calma e afirmou que o remédio ainda estava fazendo efeito. Ela pediu para deitar e foi levada para uma cama na enfermaria, onde reclamou de calor e falta de ar.

Já deitada, Jéssica deu um pulo da cama, com os olhos arregalados, e foi amolecendo nos braços do marido. “Quando eu olhei assim pra ela, assim, ela tava com a boca toda preta, em volta, toda roxa”, relatou Sandro. Ela teve uma convulsão e, em seguida, uma parada cardíaca. A equipe fez massagem cardíaca ali mesmo, no chão, e levou a jovem para a sala vermelha. Por volta de 1h, a família recebeu a notícia de que ela não tinha resistido.

Sandro afirma que o atestado de óbito não aponta a causa da morte e questiona se o remédio estava errado ou se a dose foi forte demais. Ele também contesta a informação de que a esposa teria recebido dipirona: segundo ele, nenhum remédio foi aplicado na veia, porque ele acompanhou todo o atendimento, da entrada até a sala vermelha.

“Só isso que eu peço. Só isso. Não quero dinheiro de ninguém, não quero prejudicar ninguém”, disse o marido, que pediu que o vídeo fosse compartilhado até chegar a alguém que tenha uma resposta.

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Segundo Osmar Teixeira, a família teve dificuldade para conseguir o prontuário de Jéssica num primeiro momento. Depois que o caso foi divulgado nas redes, os parentes foram chamados para uma reunião na Secretaria de Saúde na próxima semana. O deputado diz que colocou um advogado à disposição da família e a orientou a procurar a ouvidoria, registrar boletim de ocorrência e acionar o Ministério Público. “A família, ela não está julgando, acusando ninguém, mas eles querem respostas”, afirmou.

O deputado também lembrou a morte de um menino de 7 anos na UPA, em outubro de 2025, depois de uma parada cardiorrespiratória, caso em que a família apontou negligência na época. A reunião com a Secretaria de Saúde de Itajaí está prevista para a próxima semana.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/saude/jovem-28-anos-chega-upa-dor-peito-injecoes-ansiedade-morre-itajai

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