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Palhoça tem a 2ª pior saúde básica de Santa Catarina, aponta Ministério da Saúde

Equipes dos postos dão conta de só 66% da população; mais de 85 mil moradores ficam de fora e 17 das 22 unidades não têm farmacêutico cadastrado

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Palhoça tem a 2ª pior saúde básica de Santa Catarina, aponta Ministério da Saúde
Foto: Reprodução
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Palhoça tem a segunda pior cobertura de atenção básica de Santa Catarina. A cidade fica em 294º lugar entre os 295 municípios do estado, segundo o painel de Cobertura Potencial da Atenção Primária do Ministério da Saúde, com dados de agosto de 2026. Só Jaraguá do Sul, com 64,9%, aparece atrás.

O índice de Palhoça é de 66,28%. Na prática, as 48 equipes de saúde da família que atendem nos postos da cidade dão conta de cerca de 168 mil pessoas, enquanto a população oficial usada pelo Ministério é de 253.469 moradores. Assim, mais de 85 mil palhocenses ficam fora do alcance das equipes.

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O contraste com o restante do estado é grande. Santa Catarina tem cobertura de 113,2%, porque as equipes espalhadas pelo estado têm capacidade para atender mais gente do que a população catarinense. Palhoça está entre as raras exceções. Perto dela no fim da lista ficam Araranguá (68,5%), Barra Velha (72,8%) e São José (75,2%).

O problema não é de agora. Entre agosto e outubro de 2025, Palhoça foi a pior cidade de Santa Catarina no indicador. Desde então ficou em segundo lugar em quase todos os meses. A cobertura caiu de 68,6% para 66,3% no começo de 2026, quando a estimativa de população da cidade subiu de 245 mil para 253 mil moradores. O número de equipes de saúde da família seguiu o mesmo: 48.

Moradores esperam de madrugada pela abertura do posto da Ponte do Imaruim, em agosto (Reprodução/NDTV)

Os postos também têm falhas no quadro de profissionais. O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) lista 22 centros de saúde municipais em Palhoça. Em 17 deles não há nenhum farmacêutico cadastrado. Só as unidades de Bela Vista, Enseada de Brito, Passa Vinte, Passagem do Maciambu e Ponte do Imaruim têm o profissional no registro.

As reclamações dos moradores acompanham os números. Em agosto, moradores da Ponte do Imaruim denunciaram demora e filas para conseguir atendimento médico no posto do bairro, segundo reportagem do programa SC no Ar, da NDTV. As imagens mostram moradores sentados no banco da unidade, ainda de madrugada, à espera da abertura.

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Em 2024, o Ministério Público de Santa Catarina já tinha levado à Justiça a distribuição de senhas limitadas nas unidades do Madri e do Pachecos, que obrigava moradores a fazer fila de madrugada. A prefeitura fechou acordo e se comprometeu a acabar com o limite diário de atendimentos, sob multa de R$ 500 por dia em caso de descumprimento.

O índice do Ministério da Saúde mede a capacidade das equipes de saúde da família e de atenção primária cadastradas e financiadas pelo SUS em relação à população de cada cidade. Ele não conta consultas feitas, mas mostra quantos moradores o município consegue acompanhar de forma contínua nos postos.

Fonte: reportagem do programa SC no Ar, da NDTV.

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/saude/palhoca-2a-pior-saude-basica-santa-catarina-ministerio-da-saude

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