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em Saúde

‘Pulseira verde’: bebê de 9 meses morre após atendimento em UPA de SC

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 16/01/2026 10h57 | Atualizado há 120 dias
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Caso gerou comoção, críticas nas redes sociais e cobranças por esclarecimentos

Um bebê de nove meses morreu após passar por dois atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento de São Bento do Sul. O caso gerou forte comoção e críticas por parte de familiares e moradores, que questionam a conduta médica adotada durante o atendimento à criança.

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Segundo relatos da família, o bebê passou mal e foi levado pela primeira vez à UPA, onde recebeu classificação com pulseira amarela e foi atendido por uma pediatra. Na ocasião, foram prescritos medicamentos e a criança foi liberada.

Mesmo medicado, o estado de saúde do bebê piorou. Diante do agravamento, a família retornou à UPA. No segundo atendimento, a criança foi classificada com pulseira verde – que significa não ter necessidade de atendimento urgente – mesmo com sinais mais graves, e novamente atendida pela mesma médica. Após isso, o bebê foi encaminhado para outra sala e, na sequência, transferido ao Hospital Sagrada Família.

Ao chegar ao hospital, a criança precisou ser intubada e transferida com urgência para Joinville (SC). Apesar dos esforços da equipe médica, o bebê não resistiu e morreu.

O corpo passou por necropsia antes de ser liberado para o sepultamento, marcado para esta sexta-feira (16), às 9 horas, no cemitério do bairro Cruzeiro.

Amigos e familiares usaram as redes sociais para lamentar a morte e expressar indignação com o atendimento recebido. Em uma das mensagens, uma amiga da mãe afirmou que, se o problema tivesse sido identificado logo no primeiro atendimento, a criança poderia estar viva. O desabafo cita falta de competência e cobra mais profissionalismo no atendimento à população.

Após a repercussão do caso, moradores passaram a relatar experiências semelhantes envolvendo a UPA. As críticas apontam que atendimentos considerados simples costumam funcionar, mas casos mais complexos enfrentariam demora, falhas na triagem, falta de exames e encaminhamentos tardios, sobretudo pelo fato de que o prefeito da cidade, Antonio Tomazini, é médico.

Até o momento, não há confirmação pública sobre investigação oficial ou providências administrativas relacionadas ao caso. A morte do bebê reacendeu o debate sobre a qualidade do atendimento de urgência e emergência em São Bento do Sul e aumentou a pressão por esclarecimentos e mudanças na unidade.

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