O caso do desaparecimento de Guilherme Arthur Soares Miranda, de 14 anos, comoveu a cidade de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O adolescente havia saído de casa por volta do meio-dia da terça-feira (9) para ir à escola, e mais tarde esteve na casa de um amigo no bairro Efapi. Segundo relatos da família, por volta das 17h30, Guilherme deixou o local dizendo que retornaria para casa, mas nunca chegou ao destino.
Imagens de câmeras de segurança mostram Guilherme sendo acompanhado por um amigo até a esquina da Rua Palmitos, local onde foi visto pela última vez. Desde então, o adolescente não fez mais contato com familiares e o desaparecimento gerou grande mobilização na comunidade, além do registro de boletim de ocorrência na Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI).
Na tarde de domingo (14), por volta das 17h40, um pescador avistou um corpo boiando no rio Lajeado São José e acionou as autoridades. O Corpo de Bombeiros se deslocou até o local e realizou a remoção do corpo, que já estava sem sinais vitais e a cerca de 10 metros da margem.
Segundo os socorristas, o corpo estava com roupas semelhantes às descritas no desaparecimento: camisa preta, calça jeans, tênis preto e mochila nas costas. Nenhum pertence foi encontrado nas proximidades. Um dos bombeiros que participou da ação relatou que, mesmo com a água aparentemente calma, a correnteza havia deslocado o corpo do local original.
O Instituto Geral de Perícias (IGP) foi acionado, assim como a Polícia Militar e a Polícia Civil, que estiveram no local e iniciaram os procedimentos legais. A identidade do corpo foi confirmada como sendo de Guilherme Arthur, encerrando as buscas com um desfecho trágico.
A principal dúvida agora é entender como o adolescente foi parar no rio e se houve algum tipo de acidente, queda ou eventual envolvimento de terceiros. Até o momento, não há indícios claros de violência, mas a Polícia Civil aguarda os laudos periciais para confirmar a causa da morte.
“Ele saiu da casa do amigo dizendo que ia pra casa. Nunca mais voltou”, lamentou um familiar.
O caso segue sob investigação da DPCAMI de Chapecó, que busca esclarecer todas as circunstâncias que levaram à morte do adolescente. A comoção tomou conta das redes sociais e muitos moradores expressaram solidariedade à família.



























