Uma menina de apenas 12 anos levou 62 pontos no corpo após ser atacada por um pit bull no Bairro Passo dos Fortes, em Chapecó (SC). As imagens do atendimento médico, às quais o Jornal Razão teve acesso, mostram lacerações profundas nos braços, nas costas e no abdômen da criança, que precisou ser internada.
O ataque ocorreu depois que o cão escapou do canil onde vivia e surpreendeu a menina. A tutora do animal, que se manifestou nas redes sociais após a repercussão do caso, garantiu que o pit bull “não é agressivo” e que apenas teria reagido “de forma defensiva” ao se sentir cercado por outras crianças.
Mesmo com os ferimentos evidentes e costurados por toda a extensão dos braços da menina, a mulher afirmou que reforçou os cuidados para evitar novas fugas e culpou a situação como um “acidente”.
A mãe da vítima, que tentou conter o ataque, também teve ferimentos leves.
As imagens obtidas com exclusividade pelo Jornal Razão mostram a extensão do trauma: cortes profundos, múltiplas suturas e roupas ensanguentadas, evidenciando a gravidade da situação.
“A criança levou 62 pontos e o cachorro não é agressivo… então tá”, comentou uma internauta nas redes sociais, refletindo a indignação popular.
A Polícia Militar foi acionada e, após vistoria, constatou que o canil estava em situação regular. No entanto, o caso reacendeu o debate sobre a criação da raça pit bull em áreas residenciais de Santa Catarina.
Comentários na internet também destacam que a criação da raça é proibida no estado desde a promulgação da Lei 14.204, regulamentada pelo decreto 1.047/25, que veda a criação, comercialização e circulação de cães da raça pit bull e seus cruzamentos em todo o território catarinense.
A criança segue em recuperação, mas os traumas emocionais e físicos devem permanecer. “Olha o trauma e as cicatrizes que essa menina vai carregar pro resto da vida… e se ela não se salvasse?”, comentou uma seguidora.
A discussão vai além da responsabilidade individual da tutora e alcança autoridades, prefeitura e órgãos de fiscalização, que, segundo internautas, falharam em garantir que a lei fosse cumprida.



























