Pelo menos 70 alunos da Autoescola Madrid, na Avenida das Tipuanas, no bairro São Sebastião, em Palhoça, pagaram aulas práticas de direção e encontraram a empresa fechada de uma hora para outra, segundo relatos dos próprios alunos. Parte deles registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil e procurou o Procon para tentar receber o dinheiro de volta.
Um dos casos é o de um estudante de 18 anos que tira a carteira de carro e moto. Segundo a mãe dele, a família pagou quatro parcelas de R$ 631, o que soma R$ 2.524. O jovem fez uma aula de carro e sete de moto. Ainda faltavam 20 aulas de carro. A família registrou boletim de ocorrência e acionou o Procon.
O estudante conta que a empresa sumiu sem explicação. Segundo ele, de um dia para o outro os responsáveis pegaram as coisas e deixaram os alunos sem saber o que fazer.
Outros alunos relatam o mesmo roteiro. Um deles pagou à vista e percebeu que a autoescola passou a demorar para responder as mensagens. Depois, ouviu que o carro estava em manutenção. Uma aluna conta que marcou 16 aulas, com duas por dia, e fez só um dia de aula. Depois disso, segundo ela, vieram as desculpas, como a de que o carro tinha quebrado, até a empresa dizer que teve um problema e que devolveria o valor.

Os alunos criaram um grupo nas redes sociais para se organizar e cobrar o reembolso.
Segundo o Procon, as reclamações foram analisadas e a autoescola foi procurada para enviar informações e esclarecimentos. Depois dessa resposta, um processo administrativo pode ser aberto. Enquanto isso, os consumidores estão sendo orientados sobre os seus direitos.
O que diz a autoescola
Em nota, a Autoescola Madrid informou que todas as solicitações estão sendo tratadas de forma individual, caso a caso. Segundo a empresa, os alunos que optaram por continuar terão as aulas retomadas com o instrutor a partir de segunda-feira (19). Para quem pediu a devolução dos valores, a autoescola diz que os dados necessários já foram solicitados e que o procedimento seguirá como informado antes.
O que fazer se você foi prejudicado
Quem pagou e não recebeu as aulas deve guardar o contrato, os comprovantes de pagamento e os prints das conversas com a empresa. Com esse material, o aluno pode registrar boletim de ocorrência e fazer a reclamação no Procon.
O caso segue sendo acompanhado pelo Procon. Até a publicação desta reportagem, não havia informação sobre investigação aberta pela Polícia Civil.
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