A professora percebeu que algo estava errado quando olhou para o bebê de quatro meses e viu os olhos da criança virados. Não esperou por socorro. Pegou o bebê nos braços e correu para o outro lado da rua, onde fica a Unidade de Pronto Atendimento, a poucos metros do Centro de Educação Infantil Pequeno Príncipe, no bairro Berger, em Caçador. A criança chegou à UPA em parada cardiorrespiratória e não resistiu.
O caso aconteceu nesta terça-feira (11) e mobilizou a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Polícia Científica. A guarnição foi acionada pelo Copom para se deslocar até a unidade de saúde, onde a criança já havia dado entrada sem sinais vitais.
Uma hora de tentativas
Na UPA, a equipe médica iniciou os procedimentos de reanimação. Conforme relato dos profissionais que atenderam a criança à polícia, o bebê chegou à unidade sem sinais vitais e as manobras foram feitas por mais de um médico, sem êxito. Populares que estavam no local contaram à guarnição que a equipe atuou por cerca de uma hora antes de a morte ser constatada.
A causa da morte é justamente o ponto que ninguém conseguiu responder até agora. O médico responsável se recusou a assinar o atestado de óbito, alegando que não tinha certeza do que levou a criança à morte e que, por isso, não podia declarar morte aparentemente natural. O profissional informou que estava redigindo documentos para a Vigilância Sanitária e para a Polícia Científica descrevendo o ocorrido.
O caso vira polícia
Foi essa negativa que mudou o rumo da ocorrência. Em um primeiro momento, a Polícia Civil havia informado que não se deslocaria até o local e que a Polícia Científica não seria acionada. Depois da recusa em assinar o atestado, o delegado de plantão determinou que a Polícia Civil comparecesse e que o corpo da criança fosse encaminhado para autópsia.
O bebê estava sob os cuidados do CEI Pequeno Príncipe, unidade mantida pela Ceias e localizada em frente à UPA. Foi essa proximidade que permitiu que a criança chegasse ao atendimento em questão de segundos, atravessando apenas a rua nos braços da professora.
A mãe da criança não pôde ser ouvida pela guarnição. Ela estava medicada em razão do ocorrido.
A ocorrência foi registrada na modalidade BO-COP, e o exame de autópsia deve apontar a causa da morte. Até que o laudo fique pronto, nenhuma hipótese está confirmada.
Não há, até o momento, informação sobre acidente ou qualquer intercorrência dentro das dependências do CEI. Também não foram relatadas, inicialmente, situações relacionadas à alimentação da criança.
O que sabemos até agora
O bebê de quatro meses estava na creche quando começou a apresentar dificuldade para respirar. A professora levou a criança no colo até a UPA, que fica em frente à unidade. O bebê chegou sem sinais vitais e a reanimação não teve êxito. O médico se recusou a assinar o atestado por não ter certeza da causa. O corpo foi encaminhado à Polícia Científica para autópsia, e o caso segue com a Polícia Civil.
A entidade mantenedora da creche acompanhou os procedimentos na UPA e manifestou solidariedade aos familiares da criança.



























