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“A criança chorava ao telefone”: Samu justifica negativa de atendimento antes da morte de bebê em SC

Bebê de 11 meses morre em Tubarão após família relatar que Samu negou atendimento inicial mesmo com histórico de convulsões.

“A criança chorava ao telefone”: Samu justifica negativa de atendimento antes da morte de bebê em SC
Foto: Reprodução
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Uma tragédia abalou moradores do bairro Monte Castelo, em Tubarão, na manhã deste domingo (13). O pequeno Eric, de apenas 11 meses, morreu horas depois da mãe ter buscado ajuda junto ao Samu e, segundo ela, não ter recebido atendimento emergencial.

De acordo com o relato da família, a mãe ligou para o 192 por volta das 2h da madrugada, assustada com um choro intenso e fora do normal do bebê. Ela afirmou que tentou contato quatro vezes, mas foi orientada por atendentes de que não havia necessidade de enviar uma ambulância. Eric já tinha histórico de convulsões e estava em tratamento, o que, segundo os pais, reforçava o risco.

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A primeira ligação foi registrada às 1h56, quando a mãe relatou um episódio semelhante a uma convulsão. Ainda segundo a Superintendência de Urgência e Emergência de Santa Catarina, como a criança chorava ao telefone, isso teria sido interpretado como sinal de que não havia uma crise ativa naquele momento. Por isso, a equipe médica optou por não deslocar uma viatura, limitando-se a orientar a família por telefone.

Já a segunda ligação aconteceu apenas às 8h46. Dessa vez, a situação era ainda mais grave: a mãe relatou que o filho havia parado de respirar. Uma Unidade de Suporte Avançado (UTI móvel) foi imediatamente enviada ao local. A equipe tentou manobras de reanimação, mas Eric não resistiu e teve o óbito constatado ali mesmo, dentro de casa.

O corpo do bebê foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO), que fará a autópsia para apurar a causa oficial da morte.

Em nota, o coordenador estadual da Central de Regulação de Urgência da Mesorregião Sul, Dr. José Nixon Batista, informou que solicitou a gravação das ligações e a ficha da ocorrência, e que uma investigação foi aberta para apurar se houve falha no protocolo de atendimento. “Estamos acompanhando de perto e todas as medidas serão tomadas”, afirmou.

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A Superintendência de Urgência e Emergência esclarece que houve duas ligações para a Central de Regulação de Urgências do SAMU com relação ao paciente mencionado, no dia 13 de julho de 2025. A primeira ligação, às 01h56, onde a solicitante relata que a criança teve uma “quase convulsão” e que a criança já tinha um histórico de convulsões em tratamento, segundo áudio da gravação. Como a criança estava chorando ao telefone, era sinal que não estava em crise convulsiva no momento da ligação e, por conta disso, o médico da central do SAMU prestou as orientações médicas pertinentes.

Na segunda ligação, às 08h46, cerca de 7 horas após o primeiro contato, a solicitante relatou que poderia ser uma Parada Cardiorrespiratória. Imediatamente, a central enviou uma Unidade de Suporte Avançado do SAMU (UTI móvel), com médico, enfermeiro e condutor/socorrista. Ao chegarem no local, os profissionais constataram a Parada Cardiorrespiratória e iniciaram todos os procedimentos de Reanimação Cardiopulmonar, sem sucesso, sendo constatado o óbito no local.

O SAMU segue buscando todas as informações para averiguar as condutas dos profissionais e todas as medidas administrativas cabíveis serão tomadas.

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