O que era pra ser mais um dia comum de banho e tosa terminou em tragédia para Nana, uma cadelinha da raça shih tzu de 13 anos, que morreu dentro de um pet shop no bairro Estreito, em Florianópolis.
Segundo investigação da Polícia Civil, Nana foi amarrada pelo pescoço em uma bancada alta e deixada sozinha por horas. Sem supervisão, caiu do local e morreu por enforcamento.
O abandono que matou
Tudo aconteceu no último dia 8 de maio, no Pet Shop Lovely Dog. Após o procedimento de banho e tosa, Nana deveria ter sido levada de volta ao canil para aguardar o tutor em segurança — como prevê o protocolo do próprio estabelecimento.
Mas isso não foi feito. Em vez disso, ela foi deixada sozinha, presa por uma corda ao pescoço, numa bancada usada para secagem de cães. Ficou ali por quase três horas, sem água, sem espaço para se mover e sem nenhum funcionário por perto.
De acordo com os relatos dos próprios funcionários, a cadela era ansiosa e costumava se machucar dentro do canil. Esse teria sido o motivo para mantê-la na bancada. A justificativa, porém, não convenceu a Delegacia de Proteção Animal.
Responsabilidade criminal
A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou dois funcionários por maus-tratos com agravante por morte. A funcionária que amarrou a cadela e o colaborador que saiu do local deixando Nana presa foram responsabilizados criminalmente.
Ambos estavam no atendimento naquele dia e tinham, segundo a investigação, o dever de garantir a segurança dos animais sob seus cuidados.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária também foi comunicado e deve avaliar se o local tem condições adequadas para continuar funcionando.
A dor de quem perdeu
O tutor de Nana, devastado, usou as redes sociais para desabafar.
“Foram 13 anos de amor e lealdade. Ela foi irmã da minha filha, foi meu suporte emocional. Quando fui buscá-la, estava lá: morta, deitada no chão gelado, com os olhos esbugalhados e a língua roxa para fora da boca. A cena era brutal.”
“Ela não morreu. Ela foi morta. Morta pela negligência.”
O relato emocionou centenas de pessoas e gerou comoção entre defensores da causa animal. A família da cadelinha agora aguarda que os responsáveis sejam punidos com o rigor da lei.
Enquanto isso, Nana será lembrada como ela sempre foi: parte da família.



























