Uma carreta pegou fogo na BR-101, na região central de Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, e escapou de ser destruída por uma sequência de coincidências. Segundo o motorista, o problema começou em um rolamento do veículo, que travou e passou a esquentar até que as chamas surgiram na parte de trás do cavalo mecânico, junto às rodas.
O que salvou a carreta foi quem estava passando pela rodovia naquele instante. Um caminhão-pipa e uma equipe da Defesa Civil trafegavam pelo trecho no momento exato em que o fogo começou. Os dois pararam e iniciaram o combate às chamas antes da chegada de qualquer socorro oficial.
Moradores da região também se aproximaram para ajudar. Enquanto um agente da Defesa Civil avançava com um extintor, um homem jogava baldes de água sobre as rodas em chamas e mangueiras foram esticadas do canteiro lateral da rodovia até o veículo. O combate foi improvisado, mas rápido.
Quando o Corpo de Bombeiros Militar chegou ao local, o fogo já estava contido.
Tudo jogava contra a carreta naquele momento. A distância entre o ponto do incêndio e o quartel dos bombeiros, o trânsito da BR-101 no trecho urbano de Itapema e o tamanho que as chamas já tinham alcançado indicavam que, sem a intervenção imediata de quem passava por ali, o veículo dificilmente seria salvo.
Fogo em rolamento é um dos cenários mais traiçoeiros para caminhoneiros. O superaquecimento por atrito costuma ser percebido só quando a fumaça já aparece e, em poucos minutos, pode atingir os pneus, que alimentam as chamas com rapidez. Em uma rodovia federal com fluxo intenso, o tempo de resposta faz a diferença entre um susto e a perda total.
A carreta é o ganha-pão do motorista. Ainda no local, ele agradeceu muito às pessoas que pararam para ajudar e se emocionou ao perceber que não tinha perdido o veículo com o qual sustenta a família.
Não foram informados o horário exato da ocorrência, a origem e o destino da carga nem a extensão dos danos causados ao veículo.














