Três homens vestidos com roupas escuras e com o rosto coberto por balaclavas arrombaram a porta de uma residência no Centro de Florianópolis, por volta das 4h20 desta segunda-feira (31), gritando que eram policiais. O trio foi direto ao quarto onde Valter Costa Filho, de 48 anos, estava deitado na cama ao lado da esposa e passou a efetuar diversos disparos de arma de fogo contra ele. Valter foi encontrado em óbito no local.
Segundo o relato da esposa à Polícia Militar, os três só pararam de atirar depois de descarregar as armas. Foi então que os invasores começaram a interrogá-la sobre onde estavam guardadas as armas do marido. Ela indicou o local e os autores subtraíram duas pistolas registradas legalmente em nome de Valter, uma Taurus modelo G2C calibre 9 mm e uma Taurus modelo PT 938 calibre .380. Em seguida, os três fugiram em um veículo e não foram localizados.
A guarnição do 4º Batalhão de Polícia Militar foi empenhada para atendimento da ocorrência. Quando os militares chegaram, vários familiares e amigos da vítima já estavam na cena do crime. A guarnição isolou e preservou o local para o trabalho técnico.
A Polícia Científica foi acionada e realizou os procedimentos periciais no endereço. A Delegacia de Homicídios também enviou um delegado ao local para adotar as medidas cabíveis. O caso permaneceu sob responsabilidade da Polícia Civil e da Polícia Científica para o prosseguimento das diligências.
Até a última atualização policial, a autoria seguia não identificada. Valter Costa Filho era natural de Santa Catarina e tinha passagens registradas pela polícia como autor de porte ilegal de arma de fogo, lesão corporal, posse de drogas e tráfico de drogas.
Em 2024, ele apareceu na disputa política da capital. Valter foi candidato a vereador em Florianópolis pelo PDT, com o nome de urna Valter Costa (Tico) e o número 12874.
Informações extraoficiais apuradas pelo Jornal Razão indicam que Valter era considerado, no mundo do crime, o “dono do Morro da Caixa”, ou seja, o responsável por comandar o tráfico de drogas naquela comunidade, na região central de Florianópolis.
Ainda de forma extraoficial, a apuração do Jornal Razão aponta que a execução teria sido atribuída ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC), facção que disputa pontos de venda de droga na capital.
O modo como a ação foi executada reforça a leitura de crime encomendado. Os autores agiram de madrugada, se identificaram falsamente como policiais para forçar a entrada, atiraram até esvaziar os carregadores e só depois trataram de recolher o armamento da vítima. Não houve tentativa de negociação, ameaça prévia ou saque de outros bens da casa.
A Delegacia de Homicídios de Florianópolis conduz as investigações e busca imagens de câmeras de segurança da região do Centro para identificar o veículo usado na fuga e o trajeto do trio. Até o momento, ninguém foi preso.














