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“Correção” mascarada de agressão: mais um caso de maus-tratos escancara rotina de medo em creches de Criciúma

No CEI Santa Luzia e no CEI Natureza, a violência virou regra: duas professoras foram demitidas por justa causa após câmeras flagrarem agressões covardes contra crianças indefesas dentro das salas de aula. Fotos: AFASC

“Correção” mascarada de agressão: mais um caso de maus-tratos escancara rotina de medo em creches de Criciúma
Foto: Reprodução
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A confiança depositada ao entregar um filho pequeno na porta da creche foi, mais uma vez, cruelmente despedaçada em Criciúma. O ambiente que deveria exalar afeto, segurança e desenvolvimento transformou-se em cenário de medo para uma família atendida pelo Centro de Educação Infantil (CEI) Santa Luzia. Duas professoras da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (AFASC) foram afastadas e demitidas por justa causa após a confirmação de maus-tratos cometidos contra uma criança indefesa em sala de aula.

O caso revoltante veio à tona após a apuração das imagens do próprio sistema de monitoramento da unidade, que capturaram o absurdo ocorrido ainda no início de julho. Diante das evidências incontestáveis de violência onde deveria haver cuidado, a instituição confirmou o desligamento das servidoras nesta segunda-feira (3).

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Imagens que escancaram o absurdo e a covardia

A constatação das agressões deixou pais e a comunidade local em estado de choque e profunda indignação. Não se trata de um mero erro metodológico, mas de uma violação inaceitável da integridade de quem sequer tem forças ou maturidade para se defender. A Polícia Civil de Santa Catarina assumiu o caso e já instaurou um inquérito formal para apurar todas as responsabilidades criminais, iniciando a tomada de depoimentos de testemunhas e envolvidos.

Em nota oficial, a AFASC declarou ter adotado providências imediatas assim que tomou conhecimento do episódio, reiterando que repudia condutas incompatíveis com seus valores. No entanto, o posicionamento institucional não apaga a dor e a desconfiança que agora pairam sobre os corredores da educação infantil do município.

Um padrão assustador de repetidas agressões

O que torna a situação ainda mais grave e revoltante é a constatação de que este não é um fato isolado. Apenas alguns dias antes, em 27 de julho, outro episódio bárbaro chocou a cidade: no CEI Natureza, localizado no bairro Cristo Redentor, uma professora foi flagrada pelas câmeras pisando no pé de uma criança de quatro anos como forma de “correção”. O ato de covardia explícita também culminou na demissão por justa causa da funcionária.

Dois casos graves em um intervalo de tempo tão curto acendem um alerta vermelho doloroso sobre o cotidiano das crianças nas creches mantidas pela associação. Para as famílias, o sentimento que fica é de uma mistura de revolta, impotência e a urgente cobrança por justiça e fiscalização rigorosa.

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