O alerta veio do scanner corporal, logo na portaria da Penitenciária Industrial de Chapecó. As imagens apontaram alterações no corpo de uma profissional da educação que se preparava para entrar na unidade, e o que era mais uma inspeção de rotina virou a apreensão de quase dois quilos de material ilícito.
A verificação foi feita pela Polícia Penal de Santa Catarina, que usa o equipamento como parte do procedimento padrão de entrada de servidores, prestadores e visitantes. Ao ser informada sobre a inconsistência identificada pelo scanner, a mulher entregou voluntariamente os itens que estavam escondidos sob as roupas.
Alerta no scanner
O aparelho não localiza apenas volumes maiores. Ele mapeia a silhueta e destaca qualquer diferença entre a imagem esperada e a imagem registrada, o que permite apontar objetos ocultos junto ao corpo, presos por baixo das vestimentas ou dissimulados em regiões de difícil verificação em uma revista convencional.
Foi essa leitura que travou a entrada. Sem denúncia prévia e sem revista manual, a inconsistência apareceu na tela e a inspeção foi interrompida antes que a profissional avançasse para o interior da unidade.
Quase dois quilos sob as roupas
O material apreendido não se resumia a um único tipo de item. Foram recolhidos invólucros, manuscritos, comprimidos e linhas, um conjunto que somou aproximadamente 1,655 quilo.
O volume chama atenção pelo peso concentrado em um único transporte. Todo o material estava distribuído junto ao corpo, por baixo das roupas, e seguiria para dentro de uma penitenciária de regime fechado do Oeste catarinense.
Depois da apreensão, a profissional foi conduzida à Central de Plantão Policial para os procedimentos cabíveis. A direção da unidade prisional, por sua vez, acionou as medidas administrativas previstas para casos de tentativa de entrada de material proibido.
Scanner em todas as unidades
Santa Catarina opera com scanner corporal em 100% das unidades prisionais. A tecnologia é apontada pela Polícia Penal como reforço da segurança institucional, ampliando a capacidade de fiscalização e barrando a entrada de itens proibidos antes que cheguem às galerias.
O caso de Chapecó mostra o equipamento cumprindo exatamente essa função. A barreira funcionou no ponto de entrada, no momento em que o material ainda estava do lado de fora, e não em uma revista de cela depois que o conteúdo já teria circulado entre os presos.
A ocorrência foi registrada na Central de Plantão Policial. Não foi informado qual era o vínculo da profissional com a unidade prisional nem para quem os materiais seriam entregues dentro do presídio.



























