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“Estava esganando”: crianças presenciaram homem matando mulher em SC

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“Estava esganando”: crianças presenciaram homem matando mulher em SC
Foto: Reprodução
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Dalva Paterno da Silva, de 56 anos, foi assassinada a facadas na tarde desta segunda-feira (4), dentro de casa, no bairro Figueira, em Gaspar, no Vale do Itajaí. O suspeito é seu ex-companheiro, Antonio Marcos da Silva, de 55 anos, que já tinha histórico de violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas.

Segundo o delegado Felipe Martins,
“Já foi feita tentativa de prisão do indivíduo, feito análise das câmeras, ele já teria sido preso por violência doméstica. Após o crime, ele se evadiu para uma região de mata ao desfazer da bicicleta. Nós não conseguimos ainda localizá-lo. A motivação do crime: a vítima já queria se separar e o companheiro não aceitava. Ele vinha descumprindo a medida protetiva após a vítima estar com a medida deferida e, infelizmente, tirou a vida. Crianças viram o homem esganando a vítima. Ela foi morta com lesões na cabeça e facada nas costas. Ele possivelmente fugiu levando a faca do crime. A investigação continua para capturar e prender o indivíduo.”

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Dalva havia registrado ao menos cinco boletins de ocorrência contra Antonio. Ele já havia sido preso em 2024, mas teve a prisão revogada e seguia em liberdade, mesmo com diversas denúncias de ameaça e agressão.

O feminicídio aconteceu dois dias após Antonio ser notificado oficialmente para ficar afastado da vítima, medida acompanhada pela Polícia Militar. Na segunda-feira, ele voltou à casa e atacou Dalva em plena luz do dia. Vizinhos ouviram os gritos e acionaram o socorro, mas ela não resistiu.

Após o crime, Antonio fugiu para uma área de mata próxima, onde testemunhas dizem tê-lo visto correndo com uma corda nas mãos, levantando a suspeita de que possa ter tentado se matar. A Polícia Militar usa helicóptero, cães farejadores e equipes especializadas para tentar localizá-lo.

Este é o sexto caso de feminicídio em Santa Catarina em apenas uma semana, mostrando falhas graves no sistema de proteção às vítimas. Apesar das medidas judiciais e denúncias, o agressor estava livre e voltou a atacar.

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A Polícia Civil investiga o caso e as buscas continuam.

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