Um homem suspeito de participar de um duplo homicídio ligado ao tráfico de drogas, ocorrido em São José dos Pinhais, no Paraná, foi preso em Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina.
A prisão de Cleiton Júnior Andrade de Jesus aconteceu na quarta-feira (3), em uma ação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil do Paraná, com apoio operacional da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil de Santa Catarina. Segundo a investigação, ele estava foragido desde a deflagração de uma operação que já havia resultado na prisão de outros dois suspeitos do mesmo crime, e tinha mandado de prisão em aberto. Os policiais localizaram o investigado no município catarinense e o detiveram em cumprimento à ordem judicial.

A execução no Guatupê
O duplo homicídio ocorreu em março de 2024, no bairro Guatupê, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. As vítimas foram identificadas como João Reinaldo Pinheiro e Jezreel Ogioni Damaceno, de 19 e 24 anos. Conforme a Polícia Civil, os dois foram executados em via pública enquanto consertavam um veículo, sem chance de reação. As investigações apontam que a motivação do crime pode estar relacionada ao tráfico de drogas.
Na operação anterior, conduzida pela Polícia Civil do Paraná, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão, com a captura de dois investigados e a apreensão de dinheiro em espécie, celulares, computadores e entorpecentes.
Suspeito já tinha passagens
Antes de ser detido pela Draco, Cleiton já havia sido preso em investigações relacionadas a roubo de carros. À época, ele foi alvo de operações que apuravam uma série de roubos de veículos, também sob responsabilidade da Polícia Civil do Paraná.
A Draco é a unidade especializada da corporação no combate a organizações criminosas e atua em casos que envolvem homicídios, roubos de alto impacto e outros crimes ligados a esses grupos. Conforme a polícia, a prisão de suspeitos apontados como lideranças tende a enfraquecer estruturas criminosas locais.
A captura em Santa Catarina encerra o período em que o investigado permaneceu foragido e permite que ele seja ouvido formalmente no inquérito. Com a prisão, o procedimento deve avançar na identificação de outros envolvidos e na apuração completa da motivação do crime.




























