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“Estamos passando fome!”: estudantes do IFSC entram em greve e exigem comida grátis

A paralisação ocorre nesta quarta-feira, 26 de novembro, como parte de uma greve nacional convocada por estudantes do ensino técnico.

“Estamos passando fome!”: estudantes do IFSC entram em greve e exigem comida grátis
Foto: Reprodução
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A mobilização que tomou conta de Institutos Federais em todo o Brasil também atingiu estudantes de Santa Catarina. As ações começaram ainda pela manhã e rapidamente mudaram a rotina de vários câmpus. Alunos interromperam atividades, circularam pelos corredores com faixas e chegaram a ocupar diretorias em um ato simbólico para pressionar o Governo Federal. A paralisação ocorre nesta quarta-feira, 26 de novembro, como parte de uma greve nacional convocada por estudantes do ensino técnico.

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Nos stories publicados por grupos estudantis, as justificativas aparecem de forma repetida. Segundo eles, a luta por um restaurante estudantil no IFSC é antiga e marcada por anos de abaixo assinados, manifestações e até distribuição de marmitas para quem não consegue comprar comida durante o dia. Entre as frases destacadas pelos organizadores estão “estamos passando fome” e “quando o restaurante estiver pronto você poderá usá lo também”.

A ocupação da diretoria reuniu dezenas de estudantes sentados no chão e sobre móveis, segurando cartazes e faixas. Em outro ponto do câmpus, bancos foram usados para sustentar placas com mensagens como “alimentação gratuita e de qualidade é direito de todos” e “estudante é um direito seu paralisar pelo restaurante”. Um grande pano estendido no corredor trazia o aviso de greve, datado de 26 de novembro.

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As redes sociais do movimento também responderam a críticas internas. Em mensagens enviadas por outros alunos, alguns reclamavam que a paralisação atrapalha provas e trabalhos finais. Os organizadores afirmaram que a assembleia estudantil aprovou a participação no ato nacional e que a ação mais firme do ano foi necessária porque “os estudantes do IFSC nunca são ouvidos”.

Em uma das faixas, a cobrança era direta: “ou comida, ou estrutura, ou os estudantes vão à rua”. No câmpus Mauro Ramos, a greve deve seguir ao longo do dia, com atos e distribuição de panfletos reforçando o principal pedido do movimento: a criação de um restaurante estudantil considerado urgente.

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