Em contato exclusivo com o Jornal Razão, Kellem Vanessa Costa Silva detalhou, com extrema emoção, os momentos que antecederam e sucederam a agressão que vitimou seu marido, Rodrigo de Tassio Ribeiro Araújo, de 34 anos. O crime aconteceu na madrugada do último domingo (20), na região da Praia dos Amores, em Balneário Camboriú.
Segundo Kellem, tudo começou quando ela, Rodrigo e uma amiga estavam no Boteco da Brava. A amiga do casal estaria, segundo ela, “alegadamente embriagada” e, por isso, mais vulnerável. Foi nesse contexto que homens teriam começado a se aproveitar da situação.
“Meu marido viu que os caras estavam mexendo com ela e me avisou. Eu disse para ficarmos de olho. Quando um deles chegou perto de novo, eu fui lá e pedi que a deixassem em paz”, relata.
Na sequência, Rodrigo teria chamado um dos homens para conversar. “Ele fez um sinal para mim, indicando que tinha visto de novo o cara mexendo com ela. Logo depois começou a confusão”, contou.
O ambiente se tornou tenso e a briga foi interrompida por seguranças, que levaram parte do grupo para fora do bar. Kellem reforça que não foi expulsa, mas saiu voluntariamente após conversar com um dos seguranças.
Do lado de fora, o clima ainda era de hostilidade. “Comecei a discutir com uma mulher que, na verdade, era lésbica e se vestia como homem. Meu marido ainda trocou algumas palavras com os rapazes e parecia que tudo ia se acalmar”, disse.
Mas foi nesse momento que tudo mudou.
“Me aproximei dele, falamos duas ou três palavras, e eu me abaixei para pegar o casaco que caiu no chão. Quando levantei, vi outra confusão acontecendo. Estava sem óculos, não enxergava direito. Quando cheguei mais perto, percebi que era o meu marido no chão, sendo espancado”, relata com voz embargada.
Ainda de acordo com ela, vários homens participavam da agressão. “Não consegui identificar ninguém, estava sem óculos, foi tudo muito rápido. Só vi meu marido apanhando no chão, sangrando muito pela boca e nariz. Uma segurança me ajudou a prestar os primeiros socorros”.
Natural de Bragança (PA), Rodrigo é lembrado por amigos e familiares como um homem alegre, intenso e protetor. “Ele vivia intensamente. Era generoso, tinha um coração bom”, afirmou uma amiga próxima nas redes sociais.
A Polícia Civil investiga o caso como lesão corporal seguida de morte, e tenta identificar os agressores. Até o momento, não há informações oficiais sobre prisões ou suspeitos.
Kellem, agora viúva, luta por justiça e quer que os envolvidos sejam responsabilizados. “Ele não merecia isso. Só queria proteger uma amiga. E morreu por causa disso. A justiça será feita”, concluiu.
O Jornal Razão acompanha o caso e segue em contato com os envolvidos. Novas informações serão divulgadas à medida que a investigação avançar.



























