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Filho que matou o pai a tesouradas em São João Batista é condenado a menos de 10 anos de prisão

Um homem identificado como Vinicius Marcos da Silva foi condenado a nove anos, 11 meses e 24 dias de prisão por matar o próprio pai, Elvis Marcos da Silva, com golpes de tesoura e estilete dentro da casa onde estavam, em São João Batista. O crime ocorreu em fevereiro de 2025 e teve como pano … Ler mais

Filho que matou o pai a tesouradas em São João Batista é condenado a menos de 10 anos de prisão
Foto: Reprodução
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Um homem identificado como Vinicius Marcos da Silva foi condenado a nove anos, 11 meses e 24 dias de prisão por matar o próprio pai, Elvis Marcos da Silva, com golpes de tesoura e estilete dentro da casa onde estavam, em São João Batista. O crime ocorreu em fevereiro de 2025 e teve como pano de fundo uma relação familiar marcada por conflitos que, segundo as provas apresentadas no julgamento, acompanhavam o acusado desde a infância.

A morte ocorreu no dia 8 de fevereiro, em uma residência no bairro Cardoso. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), pai e filho haviam passado o dia em meio a conflitos antes do ataque.

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Por volta das 16h26, a Polícia Militar recebeu o chamado para atender a ocorrência. Quem acionou os policiais foi o próprio Vinicius. Quando a equipe chegou à residência, encontrou o pai morto e o filho ainda no local. Os dois estavam sozinhos no imóvel no momento do crime.

Segundo o registro policial, Elvis foi atingido no peito e no pescoço. Uma tesoura e um estilete apontados como os objetos utilizados no ataque foram encontrados na casa e apreendidos pela Polícia Científica.

O crime aconteceu no quarto de Elvis. Na ocasião, Vinicius relatou aos policiais que o pai estava deitado no chão, onde costumava descansar, antes de ser atacado.

A investigação apontou que os desentendimentos entre os dois não teriam começado naquele dia. Conforme as informações registradas após o crime, havia uma desavença antiga entre pai e filho, relacionada também ao consumo frequente de bebida alcoólica pela vítima.

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Esse histórico voltou a ser apresentado durante o julgamento. Em plenário, testemunhas e outras provas retrataram uma relação familiar marcada por conflitos e episódios de violência vivenciados pelo acusado desde a infância.

Ao analisar o caso, o Conselho de Sentença condenou Vinicius por homicídio privilegiado-qualificado. Os jurados reconheceram as qualificadoras de emprego de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa de Elvis.

Após o crime, equipes do Instituto Médico Legal (IML) e da Polícia Científica estiveram na residência para realizar os procedimentos periciais. O local foi fotografado e o corpo encaminhado para exame cadavérico.

Vinicius também passou por exame de corpo de delito porque apresentava lesões no braço. De acordo com o registro policial, os ferimentos, em princípio, não tinham relação com o homicídio e também não teriam sido provocados durante a prisão ou condução.

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A pena foi fixada em nove anos, 11 meses e 24 dias de reclusão, em regime inicial fechado. A Justiça manteve a prisão preventiva e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.

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