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Homem é assassinado com golpes na cabeça e corpo é encontrado em matagal na BR-101 em Itapema

O corpo estava de bruços, com sangramento na cabeça, junto à marginal da rodovia no bairro Tabuleiro, na manhã desta quinta-feira (27). A Polícia Militar registrou o caso como homicídio doloso, e é o segundo corpo encontrado em área de mata em Itapema em menos de 24 horas.

Policiais militares no local onde o corpo foi encontrado, mala com pertences do homem junto à vegetação e viaturas na marginal da BR-101 em Itapema
Foto: Reprodução
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O corpo de um homem ainda não identificado foi encontrado na manhã desta quinta-feira (27) em um matagal às margens da BR-101, no bairro Tabuleiro, em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina. Ele estava de bruços e com sangramento na cabeça. A Polícia Militar registrou a ocorrência como homicídio doloso, e o caso passa a ser investigado pela Polícia Civil.

Quem encontrou o corpo, próximo à vegetação, ligou para a polícia e informou que o homem estava caído de rosto para baixo e com sangue na cabeça. A guarnição que chegou ao local confirmou a morte e isolou a área. A Polícia Científica foi acionada em seguida e assumiu os trabalhos periciais.

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O ponto fica na marginal da rodovia, num trecho em que a via corre junto a uma encosta de mata fechada, a poucos metros de prédios residenciais. Viaturas da Polícia Militar, da Polícia Científica e da Guarda Municipal de Itapema ocuparam a marginal durante a manhã, enquanto o trânsito na pista principal da BR-101 seguia fluindo. Policiais trabalhavam na parte alta, junto à mureta de concreto que separa a via da encosta, onde o corpo estava.

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A hipótese de atropelamento perdeu força logo na primeira análise do local. Entre a pista e o ponto onde o corpo foi encontrado há uma canaleta larga de drenagem, e um pedestre atingido por um veículo não pararia ali. Para o corpo ter chegado àquele ponto depois de um atropelamento, o motorista precisaria ter parado numa via rápida, voltado a pé e jogado o homem para além da canaleta, cenário considerado praticamente impossível por quem avaliou a cena.

Entre as pessoas que acompanharam a movimentação policial, a versão que circula é a de que o homem teria sido morto a pedradas, com os golpes concentrados na região da cabeça. A dinâmica e o objeto usado no crime ainda não foram confirmados oficialmente, e a definição depende da necropsia que será feita pela Polícia Científica.

Junto ao corpo havia uma mala com pertences do homem, objetos pessoais simples e de pouco valor. Até a última atualização desta reportagem, ele não havia sido identificado, e não havia informação divulgada sobre suspeitos nem sobre o que o levou até aquele trecho da rodovia.

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É o segundo corpo encontrado em área de mata em Itapema em menos de 24 horas. Na tarde de quarta-feira (26), equipes localizaram o corpo do estudante de Direito Brendon Lucas, de 23 anos, natural de Dourados, no Mato Grosso do Sul, em uma área de ocupação no morro do Alto São Bento. O jovem estava desaparecido desde a noite de sábado (22), quando saiu para cortar o cabelo no bairro Sertãozinho e parou de responder às mensagens da família.

O carro usado por Brendon foi achado abandonado no Alto São Bento, e o celular apareceu quebrado às margens da BR-101, longe do veículo. O ponto onde o corpo estava, segundo o vereador Saulo Ramos, presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara de Itapema, é usado pelo crime como posição de vigia sobre o bairro. A linha apontada por quem acompanhou as buscas é a de que o jovem teria subido o morro para comprar droga e teria sido morto após um desacerto. A Polícia Civil não confirmou a motivação nem divulgou a causa da morte.

Não há, por enquanto, qualquer indicação de ligação entre os dois casos. Os corpos foram encontrados em bairros diferentes e em situações distintas: Brendon em cova aberta, em trecho de mata de acesso difícil no alto do morro, depois de cinco dias de buscas; o homem desta quinta-feira a céu aberto, na beira de uma das rodovias mais movimentadas do estado e a poucos metros de prédios residenciais.

A Polícia Científica deve encaminhar o corpo para necropsia, exame que vai definir a causa da morte e a natureza dos ferimentos na cabeça, e a identificação passa pela coleta de impressões digitais e pelo eventual reconhecimento por familiares. A investigação fica a cargo da Polícia Civil. O Jornal Razão acompanha o caso e atualiza a reportagem conforme a apuração avançar.

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Leia também: Estudante teria subido o morro para comprar droga e foi morto em ponto de facção em Itapema

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