Dois homens encapuzados invadiram uma casa no bairro São João do Rio Vermelho, no norte da Ilha de Florianópolis, e mataram a tiros Ivan Luiz Bernardo, de 44 anos, na noite de quarta-feira (9). Os dois filhos adolescentes dele estavam na residência e presenciaram o crime.
A dupla chegou por volta das 23h e bateu na porta chamando pelo apelido do morador, Sukita. Ele não quis abrir. Os dois conseguiram entrar mesmo assim, e Ivan correu para o banheiro nos fundos da casa. Foi ali que os disparos aconteceram.
Atingido, ele morreu no local. Os agressores saíram em seguida, e ninguém soube dizer que rumo tomaram nem se usaram carro ou moto na fuga.
Os filhos estavam no mezanino, no andar de cima, quando ouviram os homens chamando pelo pai. Depois dos tiros, os dois desceram a escada e correram para a casa de parentes, nos fundos do mesmo terreno. Uma delas caiu no caminho e machucou o joelho.
Segundo testemunhas, os dois estavam de capuz, um deles usava balaclava, casaco vermelho e era de estatura alta. Nenhum foi reconhecido.

Um parente que mora nos fundos do terreno contou que ouviu um homem chamando por Ivan, seguido de vários disparos. Acolheu as crianças que chegaram correndo e, depois, entrou na casa da frente. Encontrou Ivan caído no chão do banheiro, sem reação, e acionou a Polícia Militar.
Quando a PMSC chegou, havia munições e estojos já deflagrados espalhados pelo chão da residência. O corpo estava no banheiro, sem sinais vitais.
Na verificação da casa, os policiais localizaram no cômodo de cima, à vista, diversos tabletes de maconha somando cerca de 7,43 quilos, uma porção de cocaína de aproximadamente 59 gramas, dois aparelhos celulares e R$ 650 em dinheiro. Tudo foi apreendido.
Ivan tinha passagens criminais por tráfico de drogas e era conhecido das forças de segurança. Segundo a Polícia Militar, ele teria ligação com a organização criminosa PGC. Informações apuradas indicam que ele teria sido decretado pela própria facção, ou seja, sentenciado à morte por integrantes do grupo do qual fazia parte.
A Polícia Científica recolheu os estojos e as munições e removeu o corpo. O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil.















