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Filho de 7 anos presencia tragédia em casa e mãe acaba presa em SC; marido morreu

Homem é encontrado morto dentro de casa em Penha, no Litoral Norte de SC, com sinais de violência. A companheira foi presa em flagrante e o caso é investigado como possível homicídio qualificado. Criança de 7 anos presenciou parte da discussão.

Filho de 7 anos presencia tragédia em casa e mãe acaba presa em SC; marido morreu
Foto: Reprodução
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Um homem identificado como Valdevino Benete foi encontrado morto dentro de casa na noite deste sábado (2), em Penha, no Litoral Norte de Santa Catarina.

O caso aconteceu por volta das 21h na Rua José Cirício de Souza, na Praia da Armação do Itapocorói, e mobilizou equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Instituto Médico Legal (IML) e Polícia Científica.

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Conforme informações obtidas com exclusividade pelo Jornal Razão, Valdevino estava caído sobre a cama, com ferimentos visíveis no rosto e na perna, além de manchas de sangue espalhadas pelo imóvel. Diante da cena, os peritos consideraram as lesões e o contexto como “incompatíveis com um acidente doméstico”, e passaram a tratar o caso como possível homicídio doloso, ou seja, quando há intenção ou indiferença quanto à morte da vítima.

Ainda segundo fontes do Jornal Razão, a companheira dele, Karen Aparecida Fagundes, foi detida em flagrante após prestar depoimento. Segundo ela, os dois haviam passado o dia em um bar da região.

De volta à residência, Karen relatou que eles começaram a discutir. De acordo com seu depoimento, Valdevino estava supostamente embriagado, bateu com força no portão e, já dentro de casa, teria chutado a porta de um armário de vidro, se ferindo na perna.

Ela alega que tentou ajudar o companheiro a tomar banho, e que ele teria caído no banheiro, machucando a boca. Ainda segundo ela, ele foi colocado na cama para descansar e ficou sozinho no quarto.

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Mais tarde, uma sobrinha da vítima, recebeu uma ligação de sua tia informando que Valdevino estava ferido e precisava de ajuda. A sobrinha foi até o local, mas ao chegar, ele não respondia mais aos chamados. Ela tentou acionar os Bombeiros por telefone às 21h15, mas a ligação caiu. Refez a chamada às 21h20 e aguardou o socorro no local.

Quando os bombeiros chegaram, a vítima já estava sem vida.

Durante a investigação preliminar, policiais encontraram sangue em diferentes cômodos da casa e observaram indícios de que a cena do crime pode ter sido alterada antes da chegada das autoridades.

Karen, que apresentava arranhões nos braços e nas mãos, alegou que os ferimentos seriam resultado de seu trabalho. Ela foi levada para exame de corpo de delito e conduzida à delegacia de plantão, onde recebeu voz de prisão.

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A Polícia Civil considera o caso como possível homicídio qualificado, mas também investiga se houve omissão de socorro. Não foram encontradas câmeras de segurança nas proximidades, e a Polícia ainda tenta localizar testemunhas que possam ter ouvido gritos ou movimentações suspeitas durante a noite.

O menino de 7 anos, enteado da vítima, presenciou parte da discussão e está sob os cuidados de familiares. O caso segue sendo apurado pela Delegacia de Itajaí, que aguarda os laudos da perícia para confirmar a dinâmica dos fatos.

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