Um homem identificado como Valdevino Benete foi encontrado morto dentro de casa na noite deste sábado (2), em Penha, no Litoral Norte de Santa Catarina.
O caso aconteceu por volta das 21h na Rua José Cirício de Souza, na Praia da Armação do Itapocorói, e mobilizou equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Instituto Médico Legal (IML) e Polícia Científica.
Conforme informações obtidas com exclusividade pelo Jornal Razão, Valdevino estava caído sobre a cama, com ferimentos visíveis no rosto e na perna, além de manchas de sangue espalhadas pelo imóvel. Diante da cena, os peritos consideraram as lesões e o contexto como “incompatíveis com um acidente doméstico”, e passaram a tratar o caso como possível homicídio doloso, ou seja, quando há intenção ou indiferença quanto à morte da vítima.
Ainda segundo fontes do Jornal Razão, a companheira dele, Karen Aparecida Fagundes, foi detida em flagrante após prestar depoimento. Segundo ela, os dois haviam passado o dia em um bar da região.
De volta à residência, Karen relatou que eles começaram a discutir. De acordo com seu depoimento, Valdevino estava supostamente embriagado, bateu com força no portão e, já dentro de casa, teria chutado a porta de um armário de vidro, se ferindo na perna.
Ela alega que tentou ajudar o companheiro a tomar banho, e que ele teria caído no banheiro, machucando a boca. Ainda segundo ela, ele foi colocado na cama para descansar e ficou sozinho no quarto.
Mais tarde, uma sobrinha da vítima, recebeu uma ligação de sua tia informando que Valdevino estava ferido e precisava de ajuda. A sobrinha foi até o local, mas ao chegar, ele não respondia mais aos chamados. Ela tentou acionar os Bombeiros por telefone às 21h15, mas a ligação caiu. Refez a chamada às 21h20 e aguardou o socorro no local.
Quando os bombeiros chegaram, a vítima já estava sem vida.
Durante a investigação preliminar, policiais encontraram sangue em diferentes cômodos da casa e observaram indícios de que a cena do crime pode ter sido alterada antes da chegada das autoridades.
Karen, que apresentava arranhões nos braços e nas mãos, alegou que os ferimentos seriam resultado de seu trabalho. Ela foi levada para exame de corpo de delito e conduzida à delegacia de plantão, onde recebeu voz de prisão.
A Polícia Civil considera o caso como possível homicídio qualificado, mas também investiga se houve omissão de socorro. Não foram encontradas câmeras de segurança nas proximidades, e a Polícia ainda tenta localizar testemunhas que possam ter ouvido gritos ou movimentações suspeitas durante a noite.
O menino de 7 anos, enteado da vítima, presenciou parte da discussão e está sob os cuidados de familiares. O caso segue sendo apurado pela Delegacia de Itajaí, que aguarda os laudos da perícia para confirmar a dinâmica dos fatos.



























