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Idosa morreu após 20 dias sem luz e filha desabafa: “Tomava banho de bacia com vela acesa!”

A idosa Amélia dos Passos da Costa, de 86 anos, passou os últimos dias de vida no escuro, tomando banho de bacia, com a alimentação comprometida e dependente de velas para iluminar a própria casa. O caso aconteceu em Antônio Carlos, na Grande Florianópolis, e gerou forte comoção após a filha da vítima, que é … Ler mais

Idosa morreu após 20 dias sem luz e filha desabafa: “Tomava banho de bacia com vela acesa!”
Foto: Reprodução
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A idosa Amélia dos Passos da Costa, de 86 anos, passou os últimos dias de vida no escuro, tomando banho de bacia, com a alimentação comprometida e dependente de velas para iluminar a própria casa.

O caso aconteceu em Antônio Carlos, na Grande Florianópolis, e gerou forte comoção após a filha da vítima, que é vereadora no município, expor a situação nas redes sociais.

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Segundo a família, a idosa teve a energia elétrica cortada no dia 10 de junho, mesmo sem dever nenhuma conta.

O motivo, conforme relatado, foi uma denúncia feita por um vizinho que questionou a passagem dos fios da rede elétrica pelo terreno dele — algo que já ocorria há mais de 30 anos sem conflito.

A CELESC teria atendido a solicitação e, ao invés de buscar diálogo ou alternativa imediata, interrompeu totalmente o fornecimento.

No dia 27 de junho, a Justiça determinou o religamento da energia elétrica com urgência, sob pena de multa.

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A decisão judicial levou em consideração a idade avançada da idosa, o impacto da falta de energia para sua saúde e o parecer da Defesa Civil, que indicava que a rede poderia ser mantida com segurança.

Mesmo assim, segundo a filha, a CELESC não religou o serviço.

“Ela era lúcida, morava ali há mais de 60 anos. Ninguém foi conversar com ela. Cortaram a luz, deixaram a gente sem nada, com vela acesa à noite, risco de incêndio, comida perdida e a saúde da minha mãe desabando”, desabafou a filha em sessão na Câmara de Vereadores, antes mesmo da confirmação da morte.

Capa do vídeo do YouTube

Ela também relatou que precisou da ajuda de amigos para improvisar luzes na casa e gravou vídeos mostrando a mãe fragilizada no sofá, sem força, em um ambiente escuro e sem estrutura para uma idosa naquela condição.

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“Ela não merecia passar por isso. Nem ela, nem ninguém.”

A CELESC, por sua vez, se manifestou publicamente após a repercussão. Em nota oficial, afirmou que o corte não ocorreu por inadimplência, mas sim por um “risco técnico” identificado no ramal de carga da residência.

A empresa declarou ainda que tentou religar a energia, mas o vizinho teria se recusado a permitir a reinstalação da fiação pela mesma rota usada anteriormente.

Diante disso, a companhia informou que construiu uma nova rede contornando o terreno do vizinho e finalizou a estrutura no dia 27 de junho — mas que, até então, a casa da idosa ainda não apresentava condições técnicas seguras para a nova ligação.

A idosa faleceu no dia 2 de julho, antes que o serviço fosse restabelecido.

Agora, a família pede responsabilização judicial e moral.

Os advogados já solicitaram à Justiça a substituição processual para que o caso prossiga em nome dos herdeiros e cobram o cumprimento imediato da decisão judicial ainda válida para a filha, que continua morando no imóvel.

“Não havia necessidade de chegar a esse ponto. Se a CELESC tivesse agido com sensibilidade, buscado uma alternativa de forma rápida, ela estaria viva. Minha mãe morreu esperando a luz voltar”, disse a vereadora, emocionada, durante nova fala na Câmara.

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