Enquanto as guarnições do Tático chegavam à chácara em Araquari, na segunda-feira (24), um Volkswagen Up estacionou no imóvel. Ao volante estava Murilo Ricardo Sauerbeck, de 48 anos, sócio-administrador de uma importadora sediada em Joinville e um dos alvos apontados pela Polícia Federal na investigação que terminou com 103 quilos de droga apreendidos e quatro pessoas presas em flagrante.
Murilo consta como sócio-administrador da empresa desde 2018, conforme o registro na Receita Federal. A companhia atua no ramo de importação e exportação e tem sede em Joinville. Ela não foi citada nas informações divulgadas pelas polícias sobre a operação.
Ao todo, a ação conjunta da Polícia Militar de Santa Catarina e da Polícia Federal resultou na apreensão de 58 quilos de cocaína, 45,3 quilos de maconha e duas armas de fogo no sítio, que fica no Norte catarinense. No mesmo terreno, as equipes recolheram prensas, balança, munições, carregadores e equipamentos usados para preparar entorpecentes.
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A operação começou depois que a Polícia Federal repassou à PMSC informações sobre um grupo de homens que estaria negociando drogas em grande quantidade na região. Conforme os dados repassados, uma transação aconteceria naquele mesmo dia, e os investigados estariam usando uma chácara em Araquari, na área de extração de areia.

Antes da abordagem, houve um longo período de monitoramento, com vigilância, pesquisa em sistemas policiais e acompanhamento dos veículos usados no transporte. As equipes de inteligência do 1º BPR, do 17º BPM e do 12º BPM, além da Agência de Inteligência de Araquari, repassaram as informações às guarnições do Tático, que deslocaram para a região.
Comboio na saída
Na rua João Luiz Filho, perto da chácara, os policiais viram dois veículos deixarem o imóvel em comboio. À frente ia uma Hilux conduzida por Tiago Cordeiro da Silva, de 40 anos; atrás, uma S10 dirigida por Aparecido Donizete dos Santos, de 46 anos. Os dois foram abordados e, segundo a PMSC, coincidiam com os alvos apontados pela investigação federal.
Os três presos são catarinenses. Tiago é natural de Anchieta, no Oeste do estado.
Foi então que as guarnições seguiram até a chácara e se depararam com o Up de Murilo chegando ao imóvel. Ele também foi abordado no local, e as equipes iniciaram as buscas no terreno com apoio do Canil da Polícia Militar.
Tambores no galinheiro
Em uma das casas do sítio, os policiais encontraram uma pistola TS9 calibre 9mm, três carregadores, munições e cartuchos vazios. No mesmo imóvel havia um documento em nome de Murilo Ricardo Sauerbeck.
A maior parte da droga estava fora das casas. No galinheiro, os policiais desenterraram quatro tambores com 58 tabletes de material semelhante a pasta base de cocaína e nove tabletes de maconha, escondidos sob o piso da estrutura.
Laboratório improvisado
Em outra edificação do mesmo terreno, as equipes localizaram três prensas e dois sacos grandes com maconha dichavada, ao lado de um liquidificador industrial, uma seladora, uma batedeira industrial e uma balança. O conjunto tinha características de um pequeno laboratório de beneficiamento de drogas.
Uma terceira construção era ocupada por uma mulher que se apresentou como caseira do sítio. Ali, os policiais encontraram uma carabina Puma calibre .38 e um tablete de aproximadamente um quilo de maconha. A propriedade da arma foi assumida por um adolescente, filho dela, que foi apresentado na Central de Polícia de Joinville junto com o armamento, por orientação da autoridade policial de plantão.
A ocorrência foi apresentada na Delegacia da Polícia Federal em Joinville, onde foram formalizadas as prisões em flagrante e as apreensões. Os veículos usados no deslocamento e todos os objetos recolhidos no sítio também foram entregues à PF.
Os presos vão responder por tráfico de drogas, posse irregular de arma de fogo e posse irregular de munição. As investigações continuam, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do caso e identificar outros possíveis envolvidos.













