Os três estavam dentro do mesmo Peugeot vermelho quando a Polícia Militar fechou a abordagem na esquina da Avenida Brasil, em Balneário Camboriú, no Litoral Catarinense. Dentro do carro, os policiais acharam um simulacro de pistola, uma barra de ferro e objetos do tipo esgana-gato. Fora dele, um influenciador digital que passou dias sendo seguido sem entender direito por quê.
Presos por suspeita de associação criminosa e tentativa de sequestro, os três agora têm nome, idade e ficha.
Quem são os presos
Maurício Hippler Medeiros, de 26 anos, é natural de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, e consta como empresário no registro policial. Era ele quem dirigia o Peugeot no momento da abordagem. Responde a duas passagens por estelionato, apropriação e ameaça.
Diego Rick Mendes tem habilitação emitida no Rio Grande do Sul e é o mais rodado do trio na ficha criminal: sete passagens por estelionato, apropriação e ameaça.
Bruno Mikael Castro, de 20 anos, é o único catarinense do grupo. Nascido em Jaraguá do Sul, aparece no registro como representante comercial e não tem passagens pela polícia.
A denúncia que chegou antes
A Polícia Militar não encontrou o carro por acaso. A guarnição da região Centro-Sul recebeu a informação de que o Peugeot vinha acompanhando o influenciador e de que os ocupantes estariam se preparando para um sequestro.
Com a placa e as características em mãos, os policiais se posicionaram de forma velada nas proximidades da Rua 1901, esquina com a Avenida Brasil, e ficaram no monitoramento preventivo até o veículo passar pelo ponto. Passou. A abordagem foi feita ali mesmo.
O convite de R$ 12 milhões
A vítima já tinha sido avisada. Um terceiro homem procurou o influenciador ainda em agosto para contar que ele estava na mira de um plano de sequestro. À polícia, esse mesmo informante relatou que teria sido convidado a participar da ação e que lhe foram oferecidos cerca de R$ 12 milhões pela participação.
Ainda conforme o relato, ele recusou a proposta e decidiu alertar o alvo. As informações que passou ao influenciador coincidiram com o que a guarnição encontrou depois, na abordagem do carro.
O que estava no veículo
A busca pessoal nos três não achou nada. O material apareceu na busca veicular: o simulacro de arma de fogo com aparência semelhante a uma pistola Glock, a barra de ferro e os objetos do tipo esgana-gato.
Pelo contexto da ocorrência, a Polícia Militar apontou que os itens são compatíveis com a prática de sequestro, servindo para intimidar, agredir e conter a vítima.
Entenda o caso
O influenciador vinha sendo seguido havia dias. Chegou a identificar o mesmo veículo atrás do próprio carro no dia anterior e, quando o Peugeot reapareceu nas proximidades de um shopping, acionou o 190. A ligação terminou com os três presos, conforme o Jornal Razão mostrou na primeira reportagem sobre o caso. Segundo o relato do informante, o grupo acreditaria que ele mantinha cerca de R$ 80 milhões em conta, cifra nunca confirmada por fonte oficial.
Os três foram conduzidos à delegacia. Os objetos apreendidos e os relatos colhidos no local ficaram à disposição da autoridade policial, que segue com a investigação e vai definir o enquadramento jurídico do caso.


































